quarta-feira, 26 de agosto de 2009

7° Arte

Voltando do cinema com mais um filme excepcional na minha lista: o hilário "Se beber, não case". Comédia adulta, mas nada apelativa. Absolutamente hilária, principalmente pelo fato da história parecer totalmente possível, daquelas que soam absurdas, mas que merecem ser contadas para os netos.

As atuações são ótimas, mas quem ganha o destaque mesmo no filme é o roteiro em si. Vale prestar atenção no perfil dos protagonistas: são pessoas adultas, comuns, que trabalham, tem família, com educação, respeito e caráter. Bem diferente da maioria das comédias adultas que vi ultimamente, "Se beber, não case" passa longe do clichê da turma-adolescente-sem-cérebro e do perfil homem-cachorro-nem-aí-pra niguém. Qualquer pessoa adulta que curta a vida e não tenha problemas com auto-afirmação e imaturidade pode se imaginar nas situações.

Olhando por trás das cenas absurdamente hilárias, tem uma filosofia e uma forma de ver a vida por trás dos personagens que me agrada muito, com a qual me identifico. Mas seria assunto pra outras (e várias) mesas de bar.

Provavelmente verei novamente. E depois que verem, jogue a primeira pedra quem não se imaginou no lugar dos caras. Ou pelo menos pensou que seria divertido...

Tenho a impressão de que um novo ciclo astrológico-cabalísitico-mundial deve estar começando estes dias...

No curto espaço de tempo de domingo para cá, já três ou quatro antigos paqueras declararam estar namorando, ou que casaram e já são pais. Interessante. De repente, uma série de pessoas que estavam solteiras deixaram de estar, o que significa que as filas estão andando... Deve ser um sinal.

Nos últimos tempos, tive muitas notícias de rompimentos e quase nenhuma de novos começos. Energias se reorganizando para criar novos laços, as coisas mudam. Universo deve estar mais amoroso este mês.

Muito bem! Triste pela "perda", de forma nenhuma, não estou. Pelo contrário. Fila serve é pra andar mesmo! ;)

domingo, 16 de agosto de 2009

Estava lendo o último post da Aline aqui (parabéns Aline!) e lembrei que esse problema também tem me afligido nos último tempos...

E ontem fui no aniversário de outra amiga e ela disse que ano que vem (quando completará 25) vai fazer uma festa, porque a comemoração de UM QUARTO DE SÉCULO de vida tem que ser em grande estilo...

Olhando por esse ângulo, um quarto da vida já foi... fiquei um pouquinho depressiva, vou nem mentir! ;)

sábado, 15 de agosto de 2009

A crise dos 25 está batendo à minha porta!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O mundo conspira...

A vida tem uma forma engraçada de nos mostrar caminhos. Para mim nem se fala, eu que sou cristã, cheia de fé, crente no destino que se escreve sempre em linhas gerais, com o desenho das caminhos indefinido, mas com pontos de origens e chegadas sempre pré-determinados.

Sei que filosofias desse tipo não são muito fáceis de escrever, principalmente porque cada um tem sua crença. Mas, desde o começo do ano, eu tenho tido sensações boas de que as coisas acontecem, e que, de uma forma ou de outra, tudo caminha para me levar em uma determinada direção. Eu só precisei seguir a vozinha interior e prestar atenção nos sinais.

Quando estava na angústia de decidir se largava tudo e ia pra São Paulo tentar um caminho novo, uma pessoa muito querida me disse para não temer. "Quando o trem passa, só sobe quem está qualificado para embarcar nele". Nunca vou esquecer!

Me armei com toda a loucura que havia dentro de mim e fiz as malas. Deixei pra trás todas as certezas que tinha na minha vidinha arrumadinha. Na volta, o esforço maior foi contra a ansiedade. Respirando fundo todo dia, me agarrando com todas as forças na pouca paciência que sempre tive. "Espera, se acalma, vamos ver o que acontece." O mundo capta as energias que você emana...

E acontece mesmo. De repente eu percebi que tudo está conectado. Que aquela inquietação não era à toa. Que aquela palestra assistida foi crucial. Que as vontades despertadas tinham fundo de verdade. Que o conselho dado foi um anjinho suspirando no ouvido. Que segui-lo foi a coisa mais sábia que poderia ter feito. Que correr o risco valeu a pena. Que vai continuar valendo...

E o que estava distante fica logo ali do outro lado da rua. Agora, é só fazer a travessia!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

7° Arte

Cada dia mais cinéfila, com pretensões de ser artista-de-bastidor um dia, presto mais atenção aos detalhes. Se sempre fui chegada a um filme cult-psicológico, agora assinei a carteirinha do fã-clube. Telecine Cult é meu best friend e hoje à noite ele me apresentou a mais uma pérola cinematográfica, na minha humilde concepção. Mais um título entra para os meus "top mais" (porque não conseguiria eleger os "top ten", então expandi a lista um pouco).

"Na Natureza Selvagem", com título original "Into the wild", é simplesmente bárbaro. Tão profundo que poderia criar um fórum de discussão que não esgotaria tão cedo. Renderia um livro em cima do livro original. Ao mesmo tempo, tão simples que deixa bem claras as discussões e as guarda sutilmente para as mesas de bar dispostas a conversas intlectualóides-de-meia-tigela, lindas e agradabilissímas. Um filme que consegue ser denso e leve, intenso e sutil. Frases e roteiro simples contando uma visão totalmente piscológica de pessoa. Cenas fortes contrapostas com cenários deslumbrantes. Final triste que não deixa chorar porque transparece a felicidade profunda do personagem. E contagia! Melhor ainda: faz pensar. Muito.

Sean Penn me surpreendeu imensamente como diretor e Emile Hirsch emocionantemente se transforma em Christopher McCandless, numa atuação esplendorosa. Tudo lindo!

Dá esperança ver que o mundo ainda tem pessoas com uma história tão forte e tão bonita pra ser contada, num passado muito próximo de nós. História de alguém que poderia estar do nosso lado hoje, conversando sobre filmes cults em mesas de bar...


PS: Vale a pena prestar atenção na trilha sonora original assinada pelo vocalista do Pearl Jam, Eddie Vedder. Canções ao estilo da banda, com letras que agradarão aos que gostam de uma boa música com mensagem e belas frases de efeito. Particulamente tocantes pra mim!

domingo, 9 de agosto de 2009

Brincar de ser eu

Cabelo novo sempre me assusta um pouco... É só um simples corte de cabelo, mas fico com a sensação que muda mais muito que isso. É como se de repente você ficasse esperando por coisas novas, como se mudasse de rumo.

Aí você muda o cabelo, que muda a roupa, que muda o estilo, que muda o comportamento... e você vai se moldando, se aperfeiçoando, até se encaixar definitivamente. Descobre alguns aspectos seus que ainda não tinha visto, estuda possibilidades. A busca pelo corte ideal se reflete, pelo menos pra mim, muito mais em uma busca de identidade pessoal do que uma simples coisa estética.

Me olho no espelho, às vezes gosto, às vezes estranho. Mas me agrada a idéia de me reinventar mais do que o resultado em si, e isso me basta. Observo daqui e dali, penso em possibilidades: "se fizesse assim, se usasse isso, se prendesse com aquilo". Vou brincando comigo mesma. Entre erros e acertos, eu me redescubro e me reconstruo. Brincadeira boa de ser eu mesma!

domingo, 2 de agosto de 2009

Ando meio ansiosa esses dias... daí acordo esperando notícias que não ficaram de vir... como se as coisas que eu quero pudessem acontecer assim da noite pro dia.

É muito estranho fazer planos a longo prazo porque eu fico desejando que o "longo" seja uma semana, quando no fundo a gente sabe que não é bem assim. Projeto imagens do que quero ser e fazer e logo em seguida me perco sem ter certeza de por onde começar. Fico feliz com essas projeções e trabalho para realizá-las, mas como boa ariana sempre tenho a sensação de que não estou fazendo o suficiente e brigo comigo mesma: "mexa-se, mais, ainda não é suficiente".

Pressão saudável, ainda não deu pra enlouquecer com ela. Tenho consciência da minha ansiedade. Logo em seguida vem a vozinha boa: "calma, cada coisa no seu tempo".

Quero viver mil vezes... pra talvez eu conseguir ser tudo que sonho.