- É... ela fala e pausa enquanto a porta do elevador se abre.
Passos para fora, mais dois no corredor, chave na porta, dois giros...
Um respiro meio ansioso, meio nervoso. Não que nunca tivesse feito aquilo antes... Hesita uma fração de segundo antes de girar a maçaneta, com um leve sorriso, sempre assim...
- Chegamos! Não repara na bagunça... (foi a única coisa que conseguiu falar)
Passos para dentro, luz do abajur que tinha ficado acesa, chaves penduradas pelo lado de dentro da porta, bolsas sobre a mesa, pára no meio da sala...
- Quer beber alguma coisa?
- Só se tiver você engarrafada...
(foram as últimas palavras das próximas horas)
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Cartas de amores (4)
Postado por JujuRibeiro às 12:33 1 comentários
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
A vida é uma colcha!
... a verdade é que à medida que vamos ficando mais experientes (para não usar a feia e dura palavra "calejadas"), vamos entendendo que a maior parte das relações que vivemos não são mesmo para serem duradouras. Não começaram com essa intenção, não se desenvolveram para isso e simplesmente 'did not meant to be' desde o início. E aí vai diminuindo aquela mania chata de esperar um 'forever and ever' de cada beijo que se dá na balada. E vai diminuindo o tamanho da frustração quando aquele beijo se prolonga por uma semana, um mês, oito meses e, da mesma forma que começa, termina. Aí a gente pensa dois segundos (mentira, pensa uns dias) e vê que, na real, aquilo nunca foi tanta coisa assim: nunca foi uma amizade tão forte assim, nunca foi uma dedicação, nunca foi um sentimento... Era tudo só vontade. A parte boa é que a gente vê, com um pouco mais de destreza e velocidade, o que tinha de bom para se tirar daquele beijo. O que se aprende é bem mais eficaz, o crescimento é bem mais nítido, e aí, depois que a dorzinha de cotovelo passa (porque ela sempre passa), depois que a pequena frustração vai embora, tudo faz mais sentido. Eu aprendi isso, cresci naquilo, e essa pessoa - o mais importante - me contribuiu com x, y e z. Quem sabe até um w! E só isso, quando a gente já está mais experiente (para não dizer - de novo - calejada), já basta! Porque a vida é isso mesmo, é uma colcha de retalhos, cada pessoa tem uma cor e uma estampa que a gente vai costurando uma na outra.
... a verdade é que algumas pessoas são pedaços bem maiores de retalhos, às vezes peças grandes de tecido, e a gente vai costurando os pequenos por cima da base comprida. Ou então, acontece de algumas poucas (e elas, sendo poucas, bastam) terem a estampa preferida. E a gente fica costurando pedaços coloridos delas na nossa colcha a vida inteira!
Postado por JujuRibeiro às 19:01 0 comentários
sábado, 6 de outubro de 2012
Café com leite e pão com melancolia
Acordei...
Mas não sei se foi melancolia, se foi alegria...
... Ou se foi uma felicidade estranha de saber que, no fundo, está tudo bem.
Também não sei se foi tristeza...
Se foi saudade do que foi e nunca mais voltou,
ou do que nunca tive...
Pensando bem, também pode ter sido sonho...
daquele lugar distante, daquela janela aberta, daquele mar...
É, daquele lugar que ainda não fui...
Indo além, deve ter sido vontade...
... De ver, ouvir, cantar, sorrir.
Uma necessidade de surpresa e novidade que vez por outra me consome.
Mas que me cansa quando encontro o que não sabia que tinha ido buscar...
Mal de querer sempre mais
e além.
Além de mim!
Vou na rua, virar uma esquina, esbarrar com o desconhecido...
quem sabe eu volto!
Postado por JujuRibeiro às 10:11 0 comentários
sábado, 18 de agosto de 2012
Lá fora, na rua,
tá frio, tá calor...
...tá frio de novo...
mas na cama vazia, nada mais esquenta...
Postado por JujuRibeiro às 01:10 0 comentários
sábado, 21 de julho de 2012
Desvairada crônica da paulicéia...
Postado por JujuRibeiro às 18:33 0 comentários