quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Não é preciso tirar os pés do chão para alcançar o céu.

Basta estender as mãos e ele está lá.

Abraça a pessoa amada, e o céu cabe naquele momento.

Enxuga uma lágrima, e mergulha na imensidão azul.

O céu cabe no sorriso do filho, no pensamento de gratidão, na flor, no cheiro de chuva, no livro novo. Cabe na festa de aniversário, no café com pão quentinho, na casa da avó.

Céu é coração, é paz, é estado de espírito. E é aqui pertinho. Aqui dentro.

Não é preciso tirar os pés do chão para alcançar o céu. Deseja, somente, e lá está.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ainda

Longe de casa há um tempo. Hoje saí só. Senti vontade de voltar.


Deu saudade, mas senti falta de quê? Lembrei do que tenho, do que deixei e do que falta encontrar... Voltar pra onde? Onde é o meu lugar?

Senti saudade da casa que ainda não é minha e do lar que ainda não construí. Saudade do amor que ainda não encontrei e dos filhos que ainda não tive.

Senti falta da família que ainda não constituí e da mão que ainda não segurei. Falta das raízes que ainda não finquei e do beijo que ainda não roubei.

Senti falta de ter pra quem voltar, dos braços abertos ansiosos pelo retorno, da paisagem familiar que acalenta o espírito.

Senti saudade de ter saudade.

Saudade de pouso e de ninho. Que ninho? Não tenho lar, não pertenço a nenhum lugar. Ainda.