Dreams - The Corrs
"(...) Thunder only happens when it's raining
Players only love you when they're playing
Yeah, women they will come and they will go
When the rain washes you clean you'll know, you'll know (...)"
Para os "loosers" dessa vida traiçoeira... fica o refrão desta ótima música.
E tenho dito! ;)
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Lampejos de pseudo-rebeldias...
Postado por JujuRibeiro às 23:40 0 comentários
sábado, 25 de outubro de 2008
Hoje me mandaram um recadinho legal e super carinhoso daqueles do tipo: "você é especial, que Deus te conserve assim do jeito que você é"... aí fiquei pensando...
Tem é que pedir a Deus que a gente mude e não que continue a mesma pessoa de sempre... se a gente não muda, é sinal que não crescemos nada. Porque todo aprendizado acarreta uma mudança. A questão é só pedir não que continuemos os mesmos, mas que as mudanças sejam sempre para melhor. Que sejamos capazes de descobrir onde erramos, corrigir nossos defeitos e de aperfeiçoar o que temos de bom. Mudar é bom, digo até que é necessário. É bem verdade que é um desafio difícil, doloroso: tem que ter peito pra encarar mudança, tem que ter coragem.
Mas eu vos digo meus amores: dá um orgulho depois, ver que fomos capazes de nos transformar, ter orgulho daquilo que conseguimos nos tornar, que conseguimos construir. Delícia! Mais mulher-moderna, impossível! Mudar é ultra cult-fashion-in-poderoso-tudo!
E que Deus não me conserve a mesma!
Amém!
Postado por JujuRibeiro às 22:07 0 comentários
domingo, 19 de outubro de 2008
7º Arte
Enquanto todos são cegos e você é o único que pode ver, e nesse cenário, tudo que se pode enxergar é a miséria humana em sua forma mais nua e crua, o que seria a maior dádiva se torna o fardo mais pesado. Transformar a dor e a feiúra em esperança é a grande mágica de "Ensaio sobre a cegueira".
Poder, mas não querer ver: é sobre todas as coisas que "vemos sem de fato enxergar" que o filme fala. E sobre como as coisas mudam quando nos forçamos a ver quem realmente somos, o que somos capazes de suportar, fazer ou sentir. Tudo de animal irracional vem à tona quando as condições de sobrevivência falam mais alto... nesses momentos, só quem realmente consegue ver consegue se manter firme.
Minha visão de arquiteta metida a entendedora barata de arte também me obriga a comentar a direção e a fotografia do filme: altamente e absolutamente ESTONTEANTES... De tirar o folêgo e emocionar de verdade com a montagem e as atuações. Trilha sonora, fotografia e direção de arte merecem especiais aplausos calorosos.
Vale a pena ver 3 vezes só no cinema, e mais outras tantas depois que sair de cartaz, sempre que houver oportunidade. A partir de hoje me declaro sócia-fundadora do fã-clube do meu colega de profissão Fernando Meireles. Graças a Deus que ele não levou a arquitetura adiante. Inscrições para fãs já estão abertas, podem me contactar.
Postado por JujuRibeiro às 22:55 0 comentários
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Princesas modernas...
Há uns dias recebi esse email de uma grande amiga, leitora assídua do blog e membra do clube de solteiras lindas, felizes e bem-sucedidas. O nome do email era "Conto de fadas do século 21". Óbvio que só pelo título eu logo vi que ele era A CARA do nosso querido blog, e que merecia um carinhoso post. A autoria do texto consta no email como sendo de Luis Fernando Veríssimo, mas como esses textos de internet sempre têm a autoria um tanto controversa, fica aqui ainda em aberto esse quesito 'autor' até que apareça a confirmação. O conto é o seguinte:
"Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.
Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava:
'Nem fo....den...do!'.
Comentários são quase dispensáveis e Aline sempre briga comigo por escrever textos grandes demais, mas não vou contrariar o costume e levarei outro carão. Certo que as princesas modernas são bem por aí mesmo, independentes e com alergia mortal a homens machistas e que querem "amélias" dentro de casa. Certo também que muitos homens não gostam mais desse tipo de mulher submissa e coadjuvante.
Por outro lado, ainda existem muitos que adoram uma 'amélia-esquenta-barriga-no-fogão-lava-minhas-cuecas'. Mas isso não é impressionante. Impressionante é que depois de um período de revoluções e feminismo quase unânime, muitas mulheres voltam para esses valores tipo "old-school" de mulher do lar. Tenho notado que aquela ânsia feminina de ser igual aos homens vem diminuindo um bocado. Creio inclusive que isso seja o caminho para o meio-termo, o equilíbrio de papéis.
Dou todo apoio: não à volta da carteirinha de 'do lar' (que por sinal, ô coisa depressiva é colocar DO LAR na lacuna de profissão no preenchimento de qualquer tipo de ficha), mas à revisão dos valores. Os modernos brasileiros da década de 30 até chamariam de 'antropofagia dos costumes'. Nome bonito! Mas o que vale mesmo é pensar: "quem quer ser igual aos homens em tudo?". Covenhamos, não teria a menor graça.
Quanto ao conto em si, recomendo contá-lo às meninas pequenas antes de dormir... Para elas se acostumarem com a idéia de que:
- Ter um lago ecologicamente correto no quintal do seu castelo particular é TUDO. O verdadeiro conto de fadas;
- Esposa é uma coisa e empregada doméstica é outra, e que por mais que adoremos fazer as coisas cotidianas por quem amamos, quem tem a obrigação de fazer isso é a pessoa que recebe para isso. Mulher moderna só faz tarefa doméstica quando quer.
- E finalmente, a promessa do sapo enfeitiçado que vai virar príncipe é balela: ele não vai mudar. Muitas vezes o sapo é muito mais útil como 'aperitivo' do que como potencial homem-dos-sonhos.
E com um vinhozinho então.... huuuuuuuuuuuuum!!!
Tarefa de casa: cabe, para finalizar, o exercício de mentalização da cena da princesa saboreando a rã com um vinho importado... e um sorrisinho irônico e superior, só pra fechar com chave de ouro!
Postado por JujuRibeiro às 21:10 2 comentários