(...)
Não, babe, eu não estou com raiva. Nem teria motivos para tal...
... Mas, quer saber? Eu estou cansada disso tudo...
(...)
Cansada de promessas vãs e da falta delas. De sentimentos rasos, de atenção compartilhada, de afeto conveniente e educado. De interesse momentâneo, de preencher buracos, de passatempos.
Cansada de metades, de limites, de muitas palavras e poucas ações. Farta de encontros egoístas e conversas vazias, de silêncios prolongados e assuntos forçados, de querer e não poder.
Cansada do simples, do conveniente, do tranqüilo, do seguro. Cheia das dúvidas alheias, das crises existenciais, dos compromissos superficiais, das vontades sufocadas que se têm de engolir.
Eu cansei de migalhas.
(...)
A verdade, babe, é que não há nada genuíno entre nós...
Eu estou cansada de jogos de amor.
Eu quero fluir...
...E deixar o amor entrar
Sem pedir licença.