quarta-feira, 24 de março de 2010

Melancolia de cidade grande

Pessoa urbana. Definição primeira de mim. Porque tem noites que minha casa não me acalma, minha cama não me acolhe. Tem noites que a cabeça pede rua, o sangue pede asfalto.

Saio à caça dos meus fantasmas. Na cidade alucinógena, obsevo os outros para esquecer o eu. Alta velocidade, vidros baixos, a música alta invade a mente e ocupa todas as brechas. Não existe mais eu, não existe mais você.

Litorânea, velocímetro abranda. Brisa, cheiro de mar. Para alguns, o fim do dia com a endorfina do exercício. Para mim, o desabafo da escrita rápida e frenética.

Pessoa urbana. Meus fantasmas são covardes, não me enfrentam, não me encontram. Sozinha na companhia de multidões, rostos desconhecidos oferecendo o conforto da grande cidade.

Pessoa urbana. Carro, fumaça, barulho de gente. Descansa no asfalto, dorme nas palavras.

domingo, 21 de março de 2010

Quero.

Não, não é complexo de Peter Pan. É justamente o oposto.

Não quero que o tempo pare para poder prolongar a infância. Quero que o tempo se arraste para curtir mais o amadurecimento.

Quero conseguir fazer mais coisas das quais vou me orgulhar. Quero me ver crescendo. Quero corrigir meus erros e aplaudir meus próprios acertos. Quero alcançar todos e vários objetivos, quero atirar em várias direções e acertar todos os alvos. Quero ser multi.

Quero ser Eu e quero ser meu espelho. Estar dentro e fora de mim. Quero me ver inteira e completa. Quero ver os buracos, ver o que falta, preencher as lacunas. Quero me ver pequena para conseguir ser grande.

Ansiedade. E às vezes tenho tanta coisa no desenho pessoal do meu caminho que não consigo fazer a conta de Espaço/Tempo para calcular a Velocidade. Quero mais, quero veloz. Mil por hora.

Meus planos não cabem nos meus dias.

sábado, 20 de março de 2010

Como tá abandonado esse meu blog primogênito...

Mas amanhã tem post novo. Mas só amanhã, que hoje tô cansadinha... =)