sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz década nova!

Mais um reveillon. E dessa vez, não é apenas um ano que acaba, é mais uma década. A primeira de um século que nasceu agora, criança ainda.

A sensação que tenho nesse fim de ano é que a noite de hoje vai marcar um período de transição de ciclos. Os últimos três anos foram de intensa transformação para mim. Em todos os aspectos. É incrível pensar em todas as mudanças pelas quais passei, e como em tão pouco tempo minha vida conseguiu mudar tanto. Como eu consegui mudar tanto.

Termino 2010 com a convicção de que tudo, todos os grandes e pequenos momentos, todos os gestos duros e de carinho, todas as decisões simples ou não, valeram a pena. Mudei sim, mas estou plenamente feliz com tudo de novo que aconteceu. Plenamente feliz e grata.

O que venho falando para os mais chegados é que sinto uma energia renovadora pairando no ar nessas últimas semanas de dezembro. Uma sensação boa, de mudança, de definição, de reviravolta, de ações e reações em cadeia. 2011 chega com cheiro de ousadia, de coragem, de atitude, com gosto de sucesso e cor de bem-estar. O ano das grandes realizações e da materialização de grandes planos. Tempo do concreto, do papel firmado, da mudança sólida e produtiva. Tempo da conquista.

Em 2011 eu quero ver todos que me cercam comemorando vitórias e materializando sonhos importantes. Quero dar muitos abraços e distribuir todos os sorrisos que me couberem na boca. Quero meus amigos por perto. Quero todo mundo realizado e cheio de amor. Quero emanar muita energia positiva e inspirar bons sentimentos. Quero todos em paz e com saúde. Quero amor em larga escala, grandes quantidades.

Resoluções e planos para o ano que entra, não as fiz, não estão tão claras. Mas não são necessárias. Me basta o desejo profundo de ser feliz... e a certeza do esforço para sê-lo.

Luz, fé, força, serenidade e sabedoria. Neste e em todos os anos futuros. Para todos os amados, próximos e desconhecidos.

Dizem que o amor
Atra
i...

Feliz Ano Novo!!!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Tava cheia de agonia estranha e descabida, meio zonza com as voltas que a vida dá.

Na beira-mar, vi o dia devagarinho trocar de lugar com a noite de lua cheia.

Juliana, o que são tuas aflições diante de tanta beleza?

Grão de areia...


Se recolhe na tua pequenez diante da imensidão do mar,
e vê como tudo que dói fica pequeninho... até que passa.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Clareou

Este texto não fala sobre mulheres solteiras. Nem bem fala sobre mulheres. Mas certamente diz um pouco de bem-sucedidos momentos.

Hoje eu tive no colo um coração miudinho batendo: um pedacinho pequeno de gente com respiração ligeira, mas serena. Preguiçosa, manhosa, frágil feito bibelô. Os olhos com pretensões de serem azuis não se importavam muito com quem os fitava, contanto que dali viesse acalento satisfatório.

No meio do furacão da vida, naqueles 20 minutos o mundo girou bem devagarinho para não assustar a pequena Maria Clara. Acho até que não só durante aquele tempinho, mas que tudo que dela se aproxima entra no seu ritmo. Seu tempo, seu tom de voz, suas ações comedidas. Ela impera soberana e dita as regras, sem fazer nem idéia do poder que tem.

Hoje eu vi transformação. Vi renovação de valores, de posturas, de prioridades. E nada foi pedido, solicitado, dito ou acordado. Maria Clara simplesmente chegou e nada mais precisa ser explicado. O mundo que se acomoda.

Ensaiei mil desculpas pela demora na visita à nova família. Não disse nada. Porque a pequenina me roubou todas as palavras. Mas o brilho no meu olho... era pura felicidade, puro orgulho.

Saí e não disse parabéns à mamãe-amiga, porque o que tinha mesmo que ser dito era obrigada. Obrigada pela oportunidade de presenciar um ciclo se completando, de ver mudança... e de entender que qualquer coisa que me aflija ou que me deixe feliz, nunca vai ser nada comparado à grandiosidade daqueles 20 minutos com uma nova vida nas mãos.

Obrigada, amiga, por ter coloc
ado uma princesa no nosso mundo.



Maria Clara já tem um mês, e a tia desnaturada só agora foi visitar.
Aline, a mamãe coruja, só tem olhos pra pequena.
E o mundo certamente ficou mais cor-de-rosa.




quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Não é preciso tirar os pés do chão para alcançar o céu.

Basta estender as mãos e ele está lá.

Abraça a pessoa amada, e o céu cabe naquele momento.

Enxuga uma lágrima, e mergulha na imensidão azul.

O céu cabe no sorriso do filho, no pensamento de gratidão, na flor, no cheiro de chuva, no livro novo. Cabe na festa de aniversário, no café com pão quentinho, na casa da avó.

Céu é coração, é paz, é estado de espírito. E é aqui pertinho. Aqui dentro.

Não é preciso tirar os pés do chão para alcançar o céu. Deseja, somente, e lá está.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ainda

Longe de casa há um tempo. Hoje saí só. Senti vontade de voltar.


Deu saudade, mas senti falta de quê? Lembrei do que tenho, do que deixei e do que falta encontrar... Voltar pra onde? Onde é o meu lugar?

Senti saudade da casa que ainda não é minha e do lar que ainda não construí. Saudade do amor que ainda não encontrei e dos filhos que ainda não tive.

Senti falta da família que ainda não constituí e da mão que ainda não segurei. Falta das raízes que ainda não finquei e do beijo que ainda não roubei.

Senti falta de ter pra quem voltar, dos braços abertos ansiosos pelo retorno, da paisagem familiar que acalenta o espírito.

Senti saudade de ter saudade.

Saudade de pouso e de ninho. Que ninho? Não tenho lar, não pertenço a nenhum lugar. Ainda.

domingo, 22 de agosto de 2010

Meu mundo, só meu.

E quando você finalmente encontra aquilo que há tempos buscava?
E quando você finalmente alcança o topo da montanha?

E quando você descobre que nem tudo está perdido?
E quando você percebe que há mais como você ao seu redor?

E quando você se dá conta de que não é o único?
E quando você se vê rindo novamente?

E quando as conversas ficam de novo interessantes?
E quando as afinidades fincam raízes no seu dia-a-dia?

E quando não se quer mais ir a outros lugares que não os de sempre?
E quando não se quer mais fazer outras coisas que não aquelas?
E quando não se quer mais ver outras pessoas que não as especiais?

Queria um mundo particular: minhas pessoas, minhas conversas, minhas coisas, meus lugares.
Trancar todos os amores e paixões numa bolha.
Queria egoísta, sem compartilhar, tudo meu.

Quem quer fazer parte do meu mundo?
Levantei minhas mãos. Mas talvez tenha sido a única...

Acordei. Era tudo um sonho...


Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Brincar com fogo, porque eu quero é me queimar.

Queria ter mais inteligência emocional... será que faço alguma coisa, será que não?! Que jogo difícil é paquerar! As pessoas deviam ter o hábito de dizer logo o que pensam com mais frequência, aí tudo facilitava...

Engraçado que quando era mais nova, eu tinha muito mais "brios". Queria ligar, eu ligava mesmo, queria ir atrás, eu ia mesmo. Fazia o que dava na telha. E era bom! A idade traz junto um certo pudor, um pensar demais, um raciocínio estranho, um medo...

Totalmente o inverso, ficamos mais "experientes e maduros" e ao contrário do esperado, nos vemos mais inseguros e com pé-atrás... Eu quero minha espontaneidade de volta! Minha audácia, minha falta de vergonha e de juízo, meu impulso... Eu quero poder dizer na lata "eu gosto de você", sem precisar pensar no dia seguinte ou medir perdas e ganhos. Eu quero me apaixonar fácil e sem garantias. Sem cobranças, sem estigmas, sem dogmas, sem pudor.

Dizem que a vida ensina, mas na verdade a vida caleja. O que a gente aprende é a se proteger, mas quem disse que eu não quero me queimar?

Eu quero fogo sim! Quero o risco, quero a cara quebrada, quero o não dar certo e o tentar de novo. Quero cair, bater, chorar, amar e rir de tudo.

Riscos: de amar e ser amado (ou não), de rir ou derramar rios de lágrimas, de ganhar ou perder. Cada um tem uma nuance de cor. E no meu quadro, quero toda a aquarela.


"Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá..."

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sobre mãos, anéis e coincidências.

Se um dia eu publicasse uma biografia, sem medo de errar o título seria "crônicas de (não) coincidências".

Dia desses alguém olhou minha mão direita e disse que eu usava o anel de formatura na mão errada. Para sanar meu olhar de incompreensão, me explicou na sequência que o correto seria usá-lo na mão esquerda, pois o adorno significa um "casamento" com a profissão. Fiquei pensando depois que, segundo as convenções sociais estabelecidas para anéis, mãos e relacionamentos, usar o símbolo da profissão na mão direita seria um compromisso com ela e não um casamento definitivo e convencional.

Aí lembrei do rumo que minha vida tomou nos últimos anos. E de todas as (não) coincidências que sempre me acompanham, involuntariamente. O anel de formatura não foi parar na mão direita por algum motivo pensado. A razão é que meu anelar esquerdo já está ocupado com outra jóia simbólica, que também foi adotada sem grandes pretensões, mas que me acompanha há mais de 10 anos.

Explico. Há uns 12 anos, encontrei um anel de mamãe meio abandonado e o pus no dedo sem muitos critérios (no anelar, o único em que o adorno cabia). E aí ele foi ficando, achava bacana ter algo que representasse minha mãe sempre comigo. Um ano depois perdi meu pai. E eu virei o ponto de equilíbrio da família, mais por força das circunstâncias que por escolha própria.

Cuidando da estabilidade emocional de mamãe, meu compromisso com ela virou uma espécie de "casamento". Na falta de papai para cuidá-la, toda a companhia do "na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza" ficou de herança para mim. Não reclamo, não acho ruim nem lamento. Fato é que o anel no dedo esquerdo acabou inconscientemente virando um símbolo de relacionamento.

Na falta do esquerdo, a jóia da formatura foi parar no direito. Não fazia idéia do real significado do presente que minha mãe tanto fez questão de dar. Mas aceitei, e uso-o sempre. Uns tempos depois me falam da convenção destes símbolos. Na mão direita seria apenas um compromisso. E quando descubro isso, coincidentemente (ou não) minha área de atuação já está direcionada por um caminho alternativo, um compromisso saudável e sério com a arquitetura, mas sem as amarras e convenções que um casamento traz. De repente, o uso casual de um anel ganhou uma forte significância...

Acho engraçadas essas convenções. Fato é que casamos e nos comprometemos com muitas coisas na vida. Trabalho, família, amores, ideais. Para algumas juramos fidelidade eterna, para outras prometemos seriedade e respeito. Para algumas, só damos satisfação...

Faltariam dedos para tantos compromissos feitos na vida. O lugar deles é no coração. Ali, cabem todos os anéis do mundo.

sábado, 3 de julho de 2010

Cidade-lugar, alma sem cidade.

Fortaleza às vezes deixa de ser... Esquece de ser cidade.

De ser rua, calçada, gente, dia e noite. Talvez seja o calor. Fato é que os espaços trancam-se em vidros, lâmpadas e condicionadores de ar. Cidade do sol de luzes artificiais, só deixa o codinome mais irônico.

É, talvez seja mesmo o calor. Mas já são quatro da tarde e hoje não está tão quente. Muito tarde: Fortaleza já perdeu o costume de contemplar a si mesma. E se não for areia e mar, não há vidros, não há paisagem, não há nada lá fora. Horas em vão em busca de um café com varanda, um lugar aberto que fosse, que me deixasse ver os carros passando. Em terras onde varanda é rainha da arquitetura, não achei nenhuma. Eu queria ver a cidade viver, mas não encontrei uma janela aberta.

Tudo olha para dentro: pátios, corredores, balcões, umbigos. Tudo é sombrio e meia-luz na terra do sol brilhante. Disfarçados de charmosos, sofisticados e elegantes, os lugares se isolam. O chique é aqui dentro, o que há lá fora, não importa. Fortaleza virou colcha de retalhos. Um conjunto insólito de caixas de vidro que não mostram nada, reflexos de interiores unidos por ruas desertas é que chamamos de CIDADE.

Cidade, amigos, não é só lugar. É alma.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Cartas de amores (2)

(...) Aquele dia depois que te deixei em casa, fiquei pensando...

... na verdade, não estava pensando muito, estava sorrindo sozinha... lembrando do seu rosto e sorrindo para o tempo...

...lembrando como é bom estar com você. E como nem precisamos ter assunto ou grandes programas pra isso...

(...)

...sorri porque lembrei que te amo... como se isso fosse possível de se esquecer.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

TempoxEspaço

Às vezes me sinto muito grande dentro do meu quarto. Vou para a sala, ainda não me cabe.

Rua, avenida, cidade, tudo sufoca. Falta ar.

Ansiedade de ver o mundo lá fora.

Queria viver de viajar... meus pés não foram feitos pra se fincar ao chão.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Negação

Porque tem coisas que a gente finge que esquece...

Tem pessoas que a gente finge que não conhece, dores que a gente finge que não sente, lembranças que a gente finge que apaga.

Tem amor que a gente finge que não existe, perdas que a gente finge que esquece, solidão que a gente finge que não dói.

Tem sentimentos que a gente finge que acabou, perdão que a gente finge que dá, carinho que a gente finge que recebe.

Coisas que fingimos pra poder suportar, coisas que fingimos pra poder fugir, coisas que fingimos pra poder...

Fingir, mentir. Nunca faltarão justificativas pras fraquezas. Pras auto-mentiras. Pras fugas. Minhas fugas.

Fugir da dor? Melhor sofrer tudo. Até começar a fingir que acabou, pra não se afogar. Porque acabar de verdade... Será?


Fingir pra não sentir. Sentir que finge. E foge.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Amor sem vaidade

As vezes penso que é muito tênue a linha que separa a vaidade da demonstração de carinho. Até que ponto demonstramos sentimentos para provar as outras pessoas que gostamos e nos importamos com alguém? Até que ponto cuidamos do outro para mostrar ao mundo que somos cuidadosos e bons amigos e companheiros?

Nem sempre sei quando o cuidado excessivo é realmente zelo ou competição. EU sou a pessoa que mais se importa com você. EU sou quem está sempre ao seu lado. EU sou quem te dá força e suporte quando você precisa. Eu, eu, eu. Vaidade. Travestida de boas intenções, de caridade e de amor ao próximo, mas ainda assim a mais pura e clássica vaidade.

Demonstração de carinho. Carinho se origina de amor. De amor ao próximo. O de verdade, não é vaidoso, ao contrário. Amor e vaidade são água e óleo, imiscíveis. Amor não compete, não precisa. Não quer lugar no pódio nem medalha de honra ao mérito. Não necessita de reconhecimento e não aceita agradecimentos.

Demonstração de carinho é gratuita, é repentina e inesperada. É sentida, não vista. É troca pessoal, não pública. É privada, particular, discreta, silenciosa. Tal nobre dama, é contida, de meias palavras e gestos delicados. Amor de verdade é senhor de si. Forte e indiscutível. Irrevogável. Indubitável.

Desmonstração de carinho sem vaidade é assim, aquela energia que a gente sente, que não se proclama, não se grita nem se mostra. Aquele colo que sabemos que está lá para nós. Aquele amor que nunca está à frente, mas sempre às costas, a postos para nos segurar em qualquer fraqueza.

(...)

Observo tua dor e te deixo sentir tudo.
Males necessários.
Amor suficiente para não arrancar a dor de ti.
Sofro junto, não divido. Não seria justo te poupar da vida.
Tudo faz parte: dor, amor, cor, sabor.

Chora, e não te pouparei as lágrimas.
Adicionarei as minhas às tuas. Rios e rios.
Sem grandes abraços ou aconchegos, mão no ombro basta.
Energia reconfortante da mão pousada e prece em silêncio.

Não ficarei à tua frente e enfrentarei teus dragões.
São tuas batalhas.
E enquanto eu souber que és forte o suficiente, seguirás sozinho na linha de frente.
Caminho na tua sombra, sigo teus passos, te observo.
Braços a postos para amparar tuas fraquezas.

Se não fores forte o bastante, dividimos a batalha. Aumentamos o exército.
A única certeza é a ausência da solidão.

Caminho na tua sombra para não pedir troféus.
Tua vida, teu mérito, tua estrela.
Meu amor é sem vaidade.
Não agradeças, não reconheças.
Ele está lá.
Sente apenas.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Cartas de amores...

(...)

Espero que seu dia tenha sido bom. Espero que sua vida esteja sendo iluminada, que suas expectativas e anseios estejam sendo atendidos, que sua saúde esteja em dia e que seu coração esteja feliz e tranquilo, com a certeza de um caminho brilhante e pleno pela frente.

A gente alimenta a ilusão de que uma vida corrida e intensa preenche todos os espaços e não nos deixa sentir faltas e saudades. Não é verdade. Sempre vão haver pelo menos 5 minutos diários de lembrança e saudosismo. E eles doem do mesmo jeito.

Saudade tá grande. Egoísticamente gostaria que vc estivesse aqui. Mas a vontade passa quando rezo para que você esteja feliz com sua nova jornada. Então peço para que seu destino se descortine diante dos seus olhos, da forma mais esplendorosa, mais radiante. E pra que nossos caminhos se cruzem de novo, adiante, além. Outros tempos e verões. O mesmo amor.

Parabéns, por ser você da forma que é, por mais um ano.

Te amo muito, com ou sem aniversário, em todos os dias do ano.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sorriso

A gente sabe mas finge que não. O poder do sorriso no rosto é conhecimento popular.

Sorriso brilha. E brilha junto o olho, a áurea e o ser. Brilha tudo. E reflete no outro, bate-e-volta de energia luminosa.

Sorri, e de repente você existe. E atrai outros sorrisos, e aparecem outros dentes, e ouvem-se outros tilintares. Brilham mais olhos, criam-se conexões. Ligações intensas ou nem tanto. Momentâneas ou não. Mas prazerosas. Revigorantes sempre.

Hoje sorri mais. Mais verdadeiro. Hoje ganhei sorrisos, ganhei carinhos, ganhei afeto. Ganhei conhecimento e reconhecimento. Interações, ações e reações. Tudo em cadeia.

Sorria e move mundos, ou quem acredita neles....

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Volta relâmpago...

Não sei se este blog ainda é lido, frequentado, ou coisa que o valha, mas li o texto abaixo em um blog e me deu uma vontade louca de vir aqui de novo, de dar um "control c/control v" e de compartilhar. É isso...

"Fim de ano sem amar é deprê, hein? Tô megera o suficiente pra ver uma família feliz no shopping e pensar que aquela instituição "image bank" não passa de uma união solitária de aparências. Tô megera o suficiente pra furar a fila do Papai Noel e pedir um pirulito, bem grande, bem grosso, bem exclusivamente apaixonado por mim. Tô megera o suficiente pra abraçar os veadinhos do trenó em homenagem aos meus ex-casos. Tô megamegera o suficiente pra não admitir minha carência e dar uma risada debochada de todas as luzes, canções e emoções de boas-festas. Tá, mas no especial do Roberto Carlos não vai dar pra ser megera. O filho da mãe sempre me faz chorar. É impressionante como a gente se sente sozinha na porra do especial do Roberto Carlos.


É claro que eu desejo o meu sucesso profissional, dinheiro, saúde, ..., mas nada de atacar para todos os lados nas simpatias deste réveillon. Não dá certo. Este ano vou focar no amor: calcinha vermelha, fitinhas vermelhas e as sete ondas vão ser puladas com a mão no coração (se eu usar a frente-única branca que comprei, é bom que a mão no coração já segura um peito) e uma só intenção: encontrar o danado. Ah, sejamos sinceras mulheres modernas: no fundo, no fundo, a gente quer mesmo é alguém pra dormir protegida no peito (de preferência largo, forte e levemente cabeludo).
E nem é medo de ficar pra titia não, além de ter cara de mais nova e ser bem nova, eu sou filha única. É vontade de sentir aquela coisinha misteriosa de "é esse!". Como será sentir isso? Eu sempre sinto que "pode ser esse, ou talvez com algumas mudancinhas possa ser esse ou talvez se ele quisesse, poderia ser esse...". Não, isso tá errado. Quero sentir que "é esse".


Dizem que materializar os sonhos escrevendo ajuda, então lá vai: quero transar com beijo na boca profundo, olhos nos olhos, eu te amo e muita sacanagem, quero cineminha com encosto de ombro cheiroso, casar de branco, ser carregada no colo, filhos, casinha no campo com cerquinha branca, cachorro e caseiro bacana. Quero ouvir Chet Baker numa noite chuvosa e ter de um lado um livrinho na cabeceira da cama e do outro o homem que amo. Quero sambão com churrasco e as famílias reunidas. Quero ter certeza, ali no fundo da alma dele, de que ele me ama. Quero que ele saia correndo quando meu peito amargurado precisar de riso. Que ele esqueça, de vez em quando, seu lado egoísta, e lembre do meu. Que a gente brigue de ciúmes, porque ciúmes faz parte da paixão, e que faça as pazes rapidamente, porque paz faz parte do amor. Quero ser lembrada em horários malucos, todos os horários, pra sempre. Quero ser criança, mulher, homem, et, megera, maluca e, ainda assim, olhada com total reconhecimento de território. Quero sexo na escada e alguns hematomas e depois descanso numa cama nossa e pura. Quero foto brega na sala, com duas crianças enfeitando nossa moldura. Quero o sobrenome dele, o suor dele, a alma dele, o dinheiro dele (brincadeira...). Que ele me ame como a minha mãe, que seja mais forte que o meu pai, que seja a família que escolhi pra sempre. Quero que ele passe a mão na minha cabeça quando eu for sincera em minhas desculpas e que ele me ignore quando eu tentar enrolá-lo em minhas maldades. Quero que ele me torne uma pessoa melhor, que faça sexo como ninguém, que invente novas posições, que me faça comer peixe apimentado sem medo, respeite meus enjôos de sensibilidade, minhas esquisitices depressivas e morra de rir com meu senso de humor arrogante. Que seja lindo de uma beleza que me encha de tesão e que tenha um beijo que não desgaste com a rotina. Que a sua remela seja sequinha e não gosmenta e que o tempo leve um pouco de seu cabelo (adoro carecas...). Que suas escatologias não passem de piada e se materializem bem longe de mim. Tem que gostar de crianças, de cachorrinhos, da minha mãe, e tem que odiar ver pessoas procurando comida no lixo. Tem que dançar charmoso, ser irônico, ser calmo porém macho (ou seja, não explodir por nada mas também não calar por tudo). Tem que ser meio artista, mas também ter que saber cuidar dos meus problemas burocráticos. Tem que amar tudo o que eu escrevo e me olhar com aquela cara de "essa mulher é única".


É mais ou menos isso. Achou muito? Claro que não precisa ser exatamente assim, tintim por tintim. Exigir demais pode fazer eu acabar sozinha em mais shows do Roberto Carlos. Deus me livre! Bom, analisando aqui, dá pra tirar umas coisinhas. Deixa eu ver... Resumindo então: tem que dizer que me ama e me amar mesmo, tem que rolar umas sacanagens e não pode ter remela gosmenta. Pronto!


E quando eu tiver tudo isso e uma menina boba e invejosa me olhar e pensar que "aquela instituição feliz não passa de uma união solitária de aparências" vou ter pena desse coração solitário que ainda não encontrou o verdadeiro amor."



(Tati Bernardi)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Melancolia de cidade grande

Pessoa urbana. Definição primeira de mim. Porque tem noites que minha casa não me acalma, minha cama não me acolhe. Tem noites que a cabeça pede rua, o sangue pede asfalto.

Saio à caça dos meus fantasmas. Na cidade alucinógena, obsevo os outros para esquecer o eu. Alta velocidade, vidros baixos, a música alta invade a mente e ocupa todas as brechas. Não existe mais eu, não existe mais você.

Litorânea, velocímetro abranda. Brisa, cheiro de mar. Para alguns, o fim do dia com a endorfina do exercício. Para mim, o desabafo da escrita rápida e frenética.

Pessoa urbana. Meus fantasmas são covardes, não me enfrentam, não me encontram. Sozinha na companhia de multidões, rostos desconhecidos oferecendo o conforto da grande cidade.

Pessoa urbana. Carro, fumaça, barulho de gente. Descansa no asfalto, dorme nas palavras.

domingo, 21 de março de 2010

Quero.

Não, não é complexo de Peter Pan. É justamente o oposto.

Não quero que o tempo pare para poder prolongar a infância. Quero que o tempo se arraste para curtir mais o amadurecimento.

Quero conseguir fazer mais coisas das quais vou me orgulhar. Quero me ver crescendo. Quero corrigir meus erros e aplaudir meus próprios acertos. Quero alcançar todos e vários objetivos, quero atirar em várias direções e acertar todos os alvos. Quero ser multi.

Quero ser Eu e quero ser meu espelho. Estar dentro e fora de mim. Quero me ver inteira e completa. Quero ver os buracos, ver o que falta, preencher as lacunas. Quero me ver pequena para conseguir ser grande.

Ansiedade. E às vezes tenho tanta coisa no desenho pessoal do meu caminho que não consigo fazer a conta de Espaço/Tempo para calcular a Velocidade. Quero mais, quero veloz. Mil por hora.

Meus planos não cabem nos meus dias.

sábado, 20 de março de 2010

Como tá abandonado esse meu blog primogênito...

Mas amanhã tem post novo. Mas só amanhã, que hoje tô cansadinha... =)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Ah, como deve ser boa a vida das mulheres frágeis; elas sempre têm alguém que carregue os embrulhos, preencha o Imposto de Renda, troque o pneu do carro, e por aí vai. As fortes fazem tudo sozinhas, e são sempre chamadas nas horas do aperto: elas agüentam qualquer tranco, e são tão fortes que se metem até mesmo onde não são chamadas, para ajudar a resolver os problemas dos outros.

Elas acreditam no personagem, veja só. É dura a vida das fortes, que não são poupadas de nada. Se alguém está com uma doença grave, é a elas que vão contar; se a namorada do sobrinho ficou grávida, são as primeiras a saber, e quando alguém da família é preso com uma trouxinha de maconha, são imediatamente chamadas para as providências de praxe... fora os problemas financeiros, é claro.

Enquanto isso, os pais e mães desses jovens adoráveis estão tomando uma vodca na beira da piscina sem saber de nada... eles não agüentariam um choque desses e precisam ser poupados, porque são frágeis. Existe sempre alguém para cuidar dos frágeis, seja um parente, um amigo, até um vizinho, que bate na porta preocupado com o silêncio e para saber se ela está precisando de alguma coisa.

Uma mulher frágil é mais frágil que um recém-nascido, e como os homens adoram o papel de protetores para se sentirem fortes e poderosos, é a união perfeita da fome com a vontade de comer. Quando elas ficam doentes, um verdadeiro exército é mobilizado; um leva revistas, o outro um embrulhinho com pêras, maçãs e uvas, e se ela não tem empregada não falta quem vá para a cozinha fazer uma canjinha.

Preste atenção que vai perceber que essas mulheres frágeis são indestrutíveis. As fortes, na hora de uma crise de coluna, se arrastam até a geladeira para pegar um copo de água, e se alimentam o fim de semana inteiro com uma barra de chocolate, pois ninguém telefona para saber se precisam de alguma coisa.

E elas, verdade seja dita, preferem morrer de inanição a pedir socorro, para não cair o tipo. Há uma pesquisa a ser feita: uma mulher frágil nasce frágil ou escolhe essa profissão para se dar bem na vida? Por que elas se dão bem, e sempre encontram um homem talvez ainda mais frágil do que elas para cuidá-las, acarinhá-las e cuidar para que nada as atinja, nunca? Afinal ela é tão frágil, coitadinha. Enquanto isso as fortes se acabam de trabalhar, e são elas que saem dos supermercados com pacotes de compras sem que ninguém se proponha a dar uma ajuda, mesmo que modesta.

Somos todos estimulados a ser fortes, mas boa vida mesmo levam as frágeis, daí a dúvida: não seria melhor que as mães, os pais e os colégios ensinassem as crianças a ser frágeis, pois sempre haverá alguém para cuidar delas pela vida toda?

E aliás, qual a vantagem de ser forte, além de saber que um dia alguém se referiu a ela dizendo "aquela é uma mulher forte"? Um grande elogio, é verdade. Mas e daí? Toda mulher forte tem desejos secretos que não conta nem a seu travesseiro: que alguém, e não é preciso que seja um homem faça um gesto por ela, de vez em quando. Nada de muito importante; apenas um cuidado, do tipo dizer que a está achando pálida, perguntar se tem se alimentado direito, pegar pelo braço e levar para tomar uma vitamina bem forte.

Sabe qual é o sonho dourado de uma mulher forte? Ter uma gripe com 38º de febre e poder ficar na cama. Mas para ela até ter uma gripe é difícil, pois uma mulher forte não adoece; e se isso acontecer, o mais difícil vai ser receber ajuda, pois uma mulher forte não deixa que ninguém faça nada por ela, mesmo precisando desesperadamente, para não passar por frágil. E é capaz de preferir se deixar morrer de tristeza, solidão e sofrimento a pedir socorro seja a quem for. Como são frágeis, as fortes.

Teenage feelings

Tá, vamos começar a campanha "Quero um Johnny Depp pra mim". Rárará! Pode soltar o clássico "quem não quer" seguido pela velha "sonha Alice". Me justificarei com glórias (e algumas imagens mortíferas):

Agora, depois de babar em cima do teclado e pingar um vidro inteiro de colírio nos olhos, deixe-me dar a real condição da campanha: É óbvio que querer o Johnny "de vera" é o puro absurdo. Mas olhe as fotos de novo e você poderá traçar o perfil do homem ideal (ou pelo menos o meu perfil, hehe). Vamos lá:

1-Ele tem perfil de intelectual e cara de culto.
2-Ele é um excelente profissional, reconhecido e premiado em sua área.
3-Ele tem aquela cara de blazê que arraza corações.
4-Ele tem pinta de educado e cavalheiro.
5-Ele tem estilo e sabe usá-lo.
6-Ele tem a cara da auto-confiança, daqueles que conseguem o que querem (o que implica que deve ter aquela pegada forte).
7-Ele é sarado no ponto. Malha pouco o suficiente para cuidar do corpo e gasta a maior parte do seu tempo fazendo coisas mais interessantes.
8-Agora olha a foto do meio: além disso tudo ainda deve ser divertido, amoroso e simpático com os seus.
9-Nem precisa ser tão bonito, com todas essas características, ele já está mais que lindo!

Pode ser que ele não seja nada disso... se não for, deveria. Rárará!

Homens, inspirem-se! Estamos à procura de nossos Mr. Depp tupiniquins!

Ainda dizem que é difícil agradar as mulheres... é só seguir os bons exemplos! ;)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Ser, saber... de si.

O que realmente é ser sábio?

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Nada nos deixa mais fortes do que termos consciência de nossas próprias fraquezas.

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É a pedra fundamental do crescimento: auto-conhecimento.

Real sabedoria...