"Eu pedi para o sol se esconder um pouquinho
Pedi pra chover, mas chover de mansinho..."
quarta-feira, 27 de maio de 2009
¬¬
Postado por Livoca às 22:13 3 comentários
terça-feira, 26 de maio de 2009
Quero um amigo desempregado
Acho que um grande causador de hiatos nas amizades é o trabalho. Especialmente naquelas que algum dia você silenciosamente desejou que durasse pra sempre. É como uma bolinha de guerra de papel, é só uma questão de quem vai começar primeiro. Quando é seu amigo, ele vai viver cansado e sem ânimo. Até que finalmente ele se acostuma com o ritmo, te chama pra sair, só que não quer mais fazer suas tradicionais programações de estudante. Aí ele arranja uns amigos de renda melhor e você toma no olho do cu. Até que você finalmente arranja um trampo também, vive cansado, não tem mais paciência pras suas companhias lisas, e se lembra de ligar praquele broder. Vocês vão prum bar, senta você, seu chaparaus na sua frente, e entre os dois pousa na mesa o HIATO em caps lock, arial black, tamanho 72. Foda. E então vocês voltam a deixar de sair, e no fim das contas acaba cada um achando que "a gente nem era tão amigo assim".
Postado por Livoca às 22:26 0 comentários
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Email que recebi essa semana:
"Nunca ninguém explicou tão bem!
'HOMEM TEM QUE SER TRATADO IGUAL CABELO!'
Num dia a gente prende, no outro solta, num dia a gente alisa, no outro enrola, dá uma cortada quando precisa, numa semana a gente amacia, na outra é só jogar de lado e ele fica ótimo!
Fala a verdade...
Cabelo dá trabalho... Mas a mulher consegue viver careca?"
Só pra dar uma descontraída nesses enfadonhos dias de chuva!
Postado por JujuRibeiro às 10:58 0 comentários
domingo, 24 de maio de 2009
Stuck in the moment
No começo estava muito insegura e foi preciso muita ponderação, conselho e opiniões para que eu tomasse a decisão de correr alguns riscos, mas de uns tempos pra cá tem sido contagem regressiva pra ver as mudanças se materializarem na minha frente...
Há uns bons fins-de-semana que já não tenho vontade de sair à noite. Lembro dos lugares que tenho pra ir e é tudo igual: as mesmas pessoas, as mesmas músicas, as mesmas conversas, as mesmas atitudes. E você vai se apagando um pouquinho cada dia tentando se encaixar num modelo que não tem nada da sua personalidade, só pra tentar não parece tão estranha no ninho.. mas isso uma hora cansa, ou entristece.
De repente é como se o sapato não coubesse mais no seu pé e você precissasse comprar um tamanho maior. É exatamente essa a sensação que eu tenho sentido: a de dedo do pé em um sapato apertado, desejando rasgar todas as costuras e ver o que há do lado de fora, respirar o ar arejado, sair da escuridão e ver gente, e ver o mundo. Sensação claustrofóbica que dá uma necessidade de romper fronteiras e enfrentar desafios, de liberdade... É quando se sente que você simplesmente não cabe mais ali.
De repente tudo virou filme preto-e-branco.... estou indo atrás da minha caixa de aquarela...
Postado por JujuRibeiro às 03:08 0 comentários
terça-feira, 19 de maio de 2009
Dias estranhos... absurdamente intensos e estranhos...
Porque tem épocas que as coisas acontecem tão ao-mesmo-tempo que você não consegue nem distinguir o que realmente está sentindo... como quando a quantidade de informação que a gente tenta absorver é maior do que nossa capacidade mental e por causa disso simplesmente liga no automático e passa a não sentir mais nada... não ri nem chora.
Parece complexo, mas acredito que a melhor explicação para o momento conturbado atual é "muita informação de uma vez só"... De repente tudo acontece e tudo é incerto. De repente você pode ter tudo e nada. De um dia para o outro um lado da sua vida está promissor, excitante e inesperado, enquanto o outro está complicado e tenso. E as duas coisas se misturam de um jeito que já não sabemos mais distinguir os sentimentos... ou simplesmente não sentimos mais...
Nessas horas tentamos ligar para os amigos, mas nem sabemos o que falar: queremos dizer tudo sem ter que dizer uma só palavra. É quando a gente nem sabe mais se ama ou odeia, se é apaixonada ou se está só carente, se os sentimentos são verdadeiros ou se é tudo ilusão, numa incapacidade de distinguir entre certo e errado, sóbrio e inconsequente.
Excesso de razão ou cegueira do coração, só resta pedir a Deus que coloque as palavras certas na nossa boca e as atitudes corretas no inconsciente... Agindo pela inércia consciente da (in)capacidade de ter consciência, sabedoria, discernimento ou coisa que o valha.
Postado por JujuRibeiro às 21:47 0 comentários
domingo, 17 de maio de 2009
Hoje mais uma amiga casa e mais uma vai embora.
Sinceramente, não sei se fico feliz ou se fico triste. Sei que um pedaço de mim volta para longe, volta para Avaré. Aquela cidade pacata, inofensiva, mas que abriga uma parte do meu amor, do meu coração.
Em 16 de Janeiro de 1998 senti a mesma sensação que sinto hoje. Mas somente nessa data.
Postado por Aline às 03:17 3 comentários
sábado, 9 de maio de 2009
I have faith in...
Podem até dizer que é o ópio do povo, mas ter fé - no quer que seja - é fundamental. Para duas coisas: não desmoronar com as insanidades e incompreensões da vida, e para não ter uma vida vazia e superficial (porque só sendo vazia e superficial para não se abater com alguns percalços que a vida sempre traz).
Jogue a primeira pedra quem, na hora do vamos-ver, não se agarrou ao quer que seja. E pare para pensar um pouco mais: a boa e imortal esperança, também não é pouco de fé? Todos têm alguma esperança dentro de si com relação a pelo menos um fator particular de sua vida, ou ao alcance de um objetivo qualquer. E se esperança é acreditar em algo que não temos certeza, então isso também não seria uma forma de fé?
A questão é que não, de forma nenhuma sou adepta de crença incondicional e cega, ou de qualquer tipo de fanatismo. Nunca fui muito fã dos "inexplicáveis". Minha insipiente fé é regada a toda uma sabatina de perguntas e a fé age diretamente nas respostas. Explico: pensar nos porquês da vida gera, incondicionalmente, uma série de dúvidas. E as respostas que encontramos para elas não são o que acreditamos se encaixar em cada caso, mesmo sem ter certeza absoluta daquilo? E isso não parece com esperança? E esperança também não é um tipo de fé?
Minha natureza amante de ciências e matemáticas se agarrou com unhas e dentes a essa fé-questionadora, pseudo-consciente. Certamente nem de longe sou dona da razão, mas minha fé me faz crer piamente nos conceitos e respostas que ela me proporciona... e me pergunto se conseguiria aguentar sem a certeza-incerta que isso me proporciona.
Tentar explicar os porquês da vida é complicado. Eu acredito nas respostas que me parecem mais lógicas e que me dão conforto e tomo aquilo como verdade pra mim, mesmo que bem lá no fundo eu saiba que pode ser tudo bem diferente daquilo em que eu acredito.
A questão no entanto, é se valeria a pena ser diferente. Uma das coisas que eu prezo pra mim é paz de espírito. E pra isso, queridos, muitas vezes só fé resolve.
Postado por JujuRibeiro às 09:45 1 comentários
quarta-feira, 6 de maio de 2009
pessoas. pessoas que somem. pessoas que furam. pessoas que irritam. pessoas que esquecem. pessoas que evitam. pessoas que não ligam. pessoas que não atendem. pessoas que fazem estragos. pessoas que abandonam. pessoas que chateiam. pessoas que foram embora. pessoas que estão indo. pessoas que mudam. pessoas estranhas. pessoas confusas. pessoas que confudem. pessoas que assustam. pessoas mensais. pessoas sacanas canalhas e filhas da puta. pessoas que semeiam a discórdia. pessoas desprovidas de conveniência. pessoas que pisam na bola. pessoas que desagradam. pessoas que estressam. pessoas que deprimem. pessoas que pessoam. pessoas da minha vida. pessoas.
(escrevi há pelo menos 3 anos atrás e não precisei mudar um 'ai' pra posta-lo hoje)
Postado por Livoca às 17:44 2 comentários
domingo, 3 de maio de 2009
Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- ‘Ah, terminei o namoro… ‘
- ‘Nossa, quanto tempo?’
- ‘Cinco anos… Mas não deu certo… Acabou’
- É, não deu…?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro.
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…
Acho que o beijo é importante…e se o beijo bate…se joga…senão bate…mais um Martini, por favor…e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer…
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim… Quem disse que ser adulto é fácil?
(Arnaldo Jabor)
Postado por Aline às 17:32 3 comentários