Segunda-feira depois de feriado prolongado... não parei em casa, mas nada de novo aconteceu... os mesmos lugares, as mesmas pessoas, as mesmas risadas e bons momentos... Não que isso seja ruim, pelo contrário. Mas em 5 dias de folga, nada de muito excepcional que mereça destaque.
Com a ausência de coisas novas para entreter a inquieta mente, acabei pensando um bocado em velhas coisas, refinando conclusões e aprendizados, observando muito, analisando quietinha tudo... Saí de quarta a domingo e nada nos lugares por onde andei me chamou atenção a ponto de merecer algum comentário escrito. Porém, duas homenagens que recebi de amigas muito queridas esses dias me deixaram extremamente feliz.
E aí parei para pensar um momento: sou uma mulher de sorte. Não é todo mundo que tem o privilégio de ter amigos de verdade. E eu sei que tenho. Mas o incrível é que é necessário sempre passarmos por alguma coisa para que dediquemos o devido valor às coisas ou para que enxerguemos tudo o que temos e não sabemos. Durante anos eu vivi meio alheia às coisas, numa vida boa, estável, feliz. Mas hoje eu sei que não era uma vida FELIZ, assim com letras maiúsculas... não foi vivida ao máximo, não foi extraída dela cada alegria, cada sorriso, cada lágrima, cada sentimento extremo, cada momento. Muita coisa passou sem sal e tempero algum. Os amigos, quase todos estavam no escanteio. Muitas vezes eu reclamava que não tinha muitos deles. Mas eles estiveram sempre ali do meu lado e eu simplesmente não via.
Quando a vida me deu uma rasteira e me fez aprender na marra tudo o que eu já deveria saber, eu ajoelhei e agradeci aos céus chorando por ter tudo aquilo. Nossa, como eu tenho muitos amigos, como eles são especiais! Me receberam de braços abertos depois de anos de ausência, como uma mãe recebe o filho que sai de casa por um motivo louco qualquer e volta depois arrependido, cam o rabo entre as pernas e a cara de quem pede desculpas pela ingenuidade. Foi exatamente assim que eu me senti: os braços abertos como se o tempo não tivesse passado, me acolheram de uma forma que eu nem sei descrever. Não teria sido fácil sem eles!
O melhor das verdadeiras amizades, é que você muda com a vida, muda quando está longe deles, muda mais ainda quando se reaproxima... mas eles sempre sabem reconhecer o seu crescimento, e lhe incentivam a continuar mudando. Escutam você descrever suas jornadas, compartilham suas experiências, aplaudem a sua volta por cima e ainda dizem "eu sempre soube que você conseguiria".
Se houve a falha em não ver durante um tempo aqueles que sempre estiveram ali, isso com certeza serviu para que depois da queda eles fossem ainda mais valorizados. E não porque eles te reergueram quando você caiu, mas porque eles assistiram à você se levantar sozinha, te guardaram à distância e te louvaram a vitória... como um pai que vê o filho cair quando está aprendendo a andar.
Hoje eu aprendo a sentir o sabor doce da FELICIDADE escrita assim, com letras maiúsculas. Hoje com certeza estou construindo uma VIDA assim, com a intensidade que ela merece. E com certeza, meus amigos são protagonistas nessa descoberta...
Que todos os amigos que lerem o texto sintam-se um pouquinho vitoriosos... a construção diária dessa vitória certamente é de vocês também!
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Pessoas que o tempo não apaga, pelo contrário, valoriza...
Postado por JujuRibeiro às 21:16
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5 comentários:
Não sei se é pq eu tô com sono, mas fiquei com os olhos marejados lendo o post. Depois de tantos dias só escrevendo asneira, precisava ler algo sério nessa espelunca! hahaha
Mas serio... nossa turma não existe, ó. Ô turma M boa!
Faço minhas as palavras da Aline. Tá perfeito!!! Acho que além de amiga, vamos ter uma escritora também! :)
Eu sou o cara mais reclamão do mundo, mas não posso abrir a boca pra reclamar dos meus amigos. Na hora que o bicho pega, felizmente posso dizer que não estou sozinho... :)
amigo é a família que a gente escolhe.
amigo não se pede, não se compra, nem se vende. amigo a gente sente.
amigo é coisa pra se guardar...
olá, querida amiga. :*
Só pra dizer que só em ler o título já me inclui na história! Convencida que eu sou né, Ju??!
Hahahaha
Sua felicidade é a minha também!
Beijos, amore! Continua escrevendo bastante... Tens futuro!
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