Hoje foi um dia meio estranho... morgado e ao mesmo tempo cansativo, sem nenhuma atividade produtiva, mas com intensa atividade mental. Talvez por isso mesmo tenha sido um dia fatigante...
Não sei por que cargas d'água, tirei o dia hoje para pensar na vida, mas não naquelas reflexões filosóficas e projeções para o futuro. Analisava as mazelas mesmo, as dores, as feridas, as mágoas, as tristezas... lendo assim secamente, parece até um certo mazoquismo, passar o dia pensando em coisas que entristecem o coração... mas tenho aprendido a analisar o que de ruim me acontece, tentar entender tudo, me conhecer mais, olhar para mim mesma e ver o que eu aprendi, o que sinto... uma espécie de auto-terapia eu diria. Ou coisa de gente que não tem o que fazer, se quiser me subjulgar... aceitarei a crítica! =)
Em um intervalo de pouco mais de um ano, aconteceram tantas coisas na minha vida que teria que passar horas para conseguir resumir em alguns parágrafos. Entre coisas boas e ruins, de fator comum só a intensidade dos acontecimentos e dos sentimentos gerados por eles. Entre outras auto-críticas e análises sentimentalóides, fiquei pensando nas minhas últimas "farrinhas"...
Domingo último fui ao Fortal, saber como era uma micareta... 23 anos de idade e sem preconceitos com axé music, nunca tinha ido a uma. Resolvi então ver qual era. Sei que meus amigos de bom gosto musical e do meio mais 'cult' que gosto de frequentar irão me crucificar, mas a verdade é que axei bem divertida a história da micareta. Energia de alegria e felicidade no ar, você se contagia com aquilo, e já entra pulando no cordão que segue o trio.
Com algumas biritas no cérebro e estômago vazio, acabo sempre ficando meio altista. Não fiz nada demais, não sofro de amnésia alcóolica, super-consciente, sem dar trabalho nem encher o saco de ninguém, não tenho absolutamente nada para me arrepender, mas hoje especialmente fiquei pensando sobre isso, meditei um bocado... Aí vou visitar o blog de um amigo muito querido e vejo um post justamente sobre esse assunto.
Não tenho ainda a coragem que ele tem para tomar a decisão mais radical assim como ele fez, mas às vezes acho que tenho deixado de aproveitar as coisas da maneira mais execepcional e intensa por falta de um pouco mais de 'lucidez'... acabo deixando muita coisa boa passar despercebida por conta disso... e como o tempo não volta atrás, melhor permanecer mais atenta daqui pra frente...
Hora de rever os limites...
terça-feira, 29 de julho de 2008
Postado por JujuRibeiro às 23:20
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