terça-feira, 25 de novembro de 2008

Mea culpa!

Engraçado... que tem dias que a gente se orgulha de ser mulher moderna, de ter conseguido agir de forma independente e ainda ficar muito bem consigo mesma... mas sempre depois de um tempinho a gente vê que na verdade é tudo balela, que ser "moderna" como gosto de classificar aqui no blog nunca é estado de espiríto permanente... são momentos, dá e passa... porque depois de um dia ultra-cult-independente-dona-de-si sempre vem um dia "mulherzinha"...

Não me culpo... acho que acaba fazendo parte do jogo. Me esforço para "não estar nem aí", e por algum tempo realmente consigo... mas vejo que aquilo é fachada quando enxergo que lá no fundo, por mais que não fique sonhando com isso, sempre fica aquela esperançazinha em um romance-clichê, no telefonema que não chega e na visita que não ficou de vir. Não dá pra não dizer que isso não é bom porque é, neguem o quanto quiser, romance é bom sim. Fico pensando que a grande vitória desta que vos escreve e que humildemente aspira à posição e à atitude de mulher moderna independente é pelo menos conseguir me desvincular desse modo de pensar tão entranhado na nossa criação.

Não prego, no entanto, a emancipação feminina radical: quem me conhece sabe que estou bem longe disso. Se escrevo coisas que podem soar assim, sempre é mais como desabafo de um processo de auto-conhecimento e crescimento do que por qualquer outra bandeira sócio-política. Aliás, política e atitudes sociais são a última coisa que eu discutiria aqui no blog. Tudo aqui é muito impressionista, mais até do que deveria...

Divagações à parte, essa filosofia barata toda foi pra confessar: fraquejei. Pronto, assumi. Fraquejei e contrariei o nosso vídeo-carro-chefe-do-blog... Coração deu aquela estremecida no dia seguinte sim. Mas assumo a fraqueza e, como disse antes, não me culpo. Porque no fundo qualquer mulher bem-sucedida sabe: receber aquele telefonema é bom demais não é não?!

Duvido alguém negar!

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