sábado, 9 de maio de 2009

I have faith in...

Podem até dizer que é o ópio do povo, mas ter fé - no quer que seja - é fundamental. Para duas coisas: não desmoronar com as insanidades e incompreensões da vida, e para não ter uma vida vazia e superficial (porque só sendo vazia e superficial para não se abater com alguns percalços que a vida sempre traz).

Jogue a primeira pedra quem, na hora do vamos-ver, não se agarrou ao quer que seja. E pare para pensar um pouco mais: a boa e imortal esperança, também não é pouco de fé? Todos têm alguma esperança dentro de si com relação a pelo menos um fator particular de sua vida, ou ao alcance de um objetivo qualquer. E se esperança é acreditar em algo que não temos certeza, então isso também não seria uma forma de fé?

A questão é que não, de forma nenhuma sou adepta de crença incondicional e cega, ou de qualquer tipo de fanatismo. Nunca fui muito fã dos "inexplicáveis". Minha insipiente fé é regada a toda uma sabatina de perguntas e a fé age diretamente nas respostas. Explico: pensar nos porquês da vida gera, incondicionalmente, uma série de dúvidas. E as respostas que encontramos para elas não são o que acreditamos se encaixar em cada caso, mesmo sem ter certeza absoluta daquilo? E isso não parece com esperança? E esperança também não é um tipo de fé?

Minha natureza amante de ciências e matemáticas se agarrou com unhas e dentes a essa fé-questionadora, pseudo-consciente. Certamente nem de longe sou dona da razão, mas minha fé me faz crer piamente nos conceitos e respostas que ela me proporciona... e me pergunto se conseguiria aguentar sem a certeza-incerta que isso me proporciona.

Tentar explicar os porquês da vida é complicado. Eu acredito nas respostas que me parecem mais lógicas e que me dão conforto e tomo aquilo como verdade pra mim, mesmo que bem lá no fundo eu saiba que pode ser tudo bem diferente daquilo em que eu acredito.

A questão no entanto, é se valeria a pena ser diferente. Uma das coisas que eu prezo pra mim é paz de espírito. E pra isso, queridos, muitas vezes só fé resolve.

1 comentários:

Livoca disse...

E eu ia justamente postar sobre a mesma coisa, de uma maneira bem menos prolixa e poética...

Logo eu que decidi me manter indiferente a crendices depois de uma adolescência bombardeada por fanatismo religioso. Me peguei acreditando que toda a minha falta de sorte desse fim de semana foi por causa de uma peça de lingerie, que ja batizei de calcinha do azar.