Pessoa urbana. Definição primeira de mim. Porque tem noites que minha casa não me acalma, minha cama não me acolhe. Tem noites que a cabeça pede rua, o sangue pede asfalto.
Saio à caça dos meus fantasmas. Na cidade alucinógena, obsevo os outros para esquecer o eu. Alta velocidade, vidros baixos, a música alta invade a mente e ocupa todas as brechas. Não existe mais eu, não existe mais você.
Litorânea, velocímetro abranda. Brisa, cheiro de mar. Para alguns, o fim do dia com a endorfina do exercício. Para mim, o desabafo da escrita rápida e frenética.
Pessoa urbana. Meus fantasmas são covardes, não me enfrentam, não me encontram. Sozinha na companhia de multidões, rostos desconhecidos oferecendo o conforto da grande cidade.
Pessoa urbana. Carro, fumaça, barulho de gente. Descansa no asfalto, dorme nas palavras.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Melancolia de cidade grande
Postado por JujuRibeiro às 19:23
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2 comentários:
ai ju, tuas palavras sempre encantam, mas dessa vez chega eu suspirei. tu é toda linda. beijos, querida.
se garantiu muuuito!
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