... a verdade é que à medida que vamos ficando mais experientes (para não usar a feia e dura palavra "calejadas"), vamos entendendo que a maior parte das relações que vivemos não são mesmo para serem duradouras. Não começaram com essa intenção, não se desenvolveram para isso e simplesmente 'did not meant to be' desde o início. E aí vai diminuindo aquela mania chata de esperar um 'forever and ever' de cada beijo que se dá na balada. E vai diminuindo o tamanho da frustração quando aquele beijo se prolonga por uma semana, um mês, oito meses e, da mesma forma que começa, termina. Aí a gente pensa dois segundos (mentira, pensa uns dias) e vê que, na real, aquilo nunca foi tanta coisa assim: nunca foi uma amizade tão forte assim, nunca foi uma dedicação, nunca foi um sentimento... Era tudo só vontade. A parte boa é que a gente vê, com um pouco mais de destreza e velocidade, o que tinha de bom para se tirar daquele beijo. O que se aprende é bem mais eficaz, o crescimento é bem mais nítido, e aí, depois que a dorzinha de cotovelo passa (porque ela sempre passa), depois que a pequena frustração vai embora, tudo faz mais sentido. Eu aprendi isso, cresci naquilo, e essa pessoa - o mais importante - me contribuiu com x, y e z. Quem sabe até um w! E só isso, quando a gente já está mais experiente (para não dizer - de novo - calejada), já basta! Porque a vida é isso mesmo, é uma colcha de retalhos, cada pessoa tem uma cor e uma estampa que a gente vai costurando uma na outra.
... a verdade é que algumas pessoas são pedaços bem maiores de retalhos, às vezes peças grandes de tecido, e a gente vai costurando os pequenos por cima da base comprida. Ou então, acontece de algumas poucas (e elas, sendo poucas, bastam) terem a estampa preferida. E a gente fica costurando pedaços coloridos delas na nossa colcha a vida inteira!
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
A vida é uma colcha!
Postado por JujuRibeiro às 19:01
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