quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Brincar com fogo, porque eu quero é me queimar.

Queria ter mais inteligência emocional... será que faço alguma coisa, será que não?! Que jogo difícil é paquerar! As pessoas deviam ter o hábito de dizer logo o que pensam com mais frequência, aí tudo facilitava...

Engraçado que quando era mais nova, eu tinha muito mais "brios". Queria ligar, eu ligava mesmo, queria ir atrás, eu ia mesmo. Fazia o que dava na telha. E era bom! A idade traz junto um certo pudor, um pensar demais, um raciocínio estranho, um medo...

Totalmente o inverso, ficamos mais "experientes e maduros" e ao contrário do esperado, nos vemos mais inseguros e com pé-atrás... Eu quero minha espontaneidade de volta! Minha audácia, minha falta de vergonha e de juízo, meu impulso... Eu quero poder dizer na lata "eu gosto de você", sem precisar pensar no dia seguinte ou medir perdas e ganhos. Eu quero me apaixonar fácil e sem garantias. Sem cobranças, sem estigmas, sem dogmas, sem pudor.

Dizem que a vida ensina, mas na verdade a vida caleja. O que a gente aprende é a se proteger, mas quem disse que eu não quero me queimar?

Eu quero fogo sim! Quero o risco, quero a cara quebrada, quero o não dar certo e o tentar de novo. Quero cair, bater, chorar, amar e rir de tudo.

Riscos: de amar e ser amado (ou não), de rir ou derramar rios de lágrimas, de ganhar ou perder. Cada um tem uma nuance de cor. E no meu quadro, quero toda a aquarela.


"Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá..."

1 comentários:

Danilo Dantas disse...

Só é preciso audácia de ir atrás da pessoa ou das coisas que realmente quiser. Riscos a gente corre desde que nasce. Errar é estar mais perto do acerto. Manda ver, Juju!