sábado, 21 de julho de 2012

Desvairada crônica da paulicéia...


No sábado ensolarado, depois da semana gelada, a desculpa de uma compra doméstica qualquer para levar os sapatos velhos para passear. Em São Paulo, a rua sempre me surpreende. Na praça, mendigos se juntam alegres, numa roda de samba de garrafas vazias e palmas de mãos sofridas, se abraçando docemente à tarde de sol que faz todos parecerem um pouco mais iguais. Porque ali, naquele momento, ninguém sofre com frio ou chuva.  Na calçada do pomposo teatro, símbolo burguês, punks adolescentes se reúnem com suas caras sisudas, alheios à política, trocando informações inúteis de revoluções estéticas sem muito significado. No que chamam de ponto inicial da distinta sociedade colonial, turistas trafegam entre artefatos indígenas do museu da missão católica, numa tentativa inconsciente de achar tudo lindo e normal e cultural e incrível, quando na verdade, tudo que aquilo representa já não se conta mais nas escolas. No café com chocolate, no bolo das freiras e no pão do padre, tudo é gostoso e contemporâneo com nome de tradição secular. Na frente da antiga igreja, jovens se acotovelam para comprar tênis, stickers e t-shirts, enquanto no viaduto sem carros, outro morador de rua dança despreocupado ao som de um família de tradições indígenas latinas que tocam flautas ligadas a potentes caixas de som. Mesmo assim, contraditória, caótica e inconsciente do próprio conteúdo, São Paulo sempre me surpreende, enquanto naquela mesma praça, os mendigos continuam improvisando um carnaval até o sol se por...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Desacalento - parte 03

Às vezes tenho certeza de que,


na vida,

tudo debocha.

Desacalento - parte 02

Coisa mais triste


é estar sozinho

no meio da multidão

de rostos conhecidos.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Desacalento - parte 01

Cada dia


pertenço mais

a lugar nenhum.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Tem um ar estranho aqui que me comove, um calor no peito que eu não sei se gosto, mas que me surpreende e arrebata e interroga. Lança-chama, fósforo, faísca, passou, sumiu. Mas volta quando o olho vê o que não quer, ou passa propositalmente de relance na foto, só pra testar. Voltou, um dia mais, outro menos. Se afastou por curta temporada, dia ou dois no máximo, porque já contei. Observei mais de perto, era ilusão de ótica. Ótica safada, escrachada, que brinca com a minha miopia quase cegueira. Faz de conta que me engana, mas no fundo é tudo verdade. Sim, porque eu olhei de novo dentro de mim e ela ainda estava lá: aquela faísca insistente, dona daquele calor estranho comovente que não sei se gosto... O dia hoje já está no fim, o ano também. Mas e a faísca, será?

sábado, 25 de junho de 2011

Hoje eu acordei de sonho bom. Recordação bonita do que ainda não aconteceu. Era carinho, mãos, amigos, cadeiras, sorrisos e roupas leves. Era afeto demonstrado.


Hoje eu levantei de sonho bom e ouvi música bonita. Fotos de família e daquela viagem. Vontade de arte, de belo, de brincar de passar horas embelezando as lembranças.

Hoje eu saí de sonho bom e ele não saiu de mim. Ficou sorrindo na manhã doce, fazendo charme no gosto do café, brilhando no sol da rua, maquinando um plano de dominar meu dia.

Hoje eu fiquei de sonho bom e o levei no bolso, com todo cuidado. Desenhei projeto de felicidade, guardei na memória.

Hoje eu vivi de sonho bom. Acordei, saí, fiquei, comi, bebi. E dormi com ele. Agasalhei no meu cobertor, dei travesseiro de plumas. Que é pra ver se ele fica. Pra sempre.

domingo, 5 de junho de 2011

Definir pelo gostar - parte 1

Gosto da lembrança repentina, da demonstração pública de carinho, de receber bilhete, carta, email, encomenda, cafuné, de gramática, de análise sintática e figuras de linguagem, de cadeira confortável, de almofada que a gente amassa e ela retoma a forma, de família grande.


Gosto de livros e revistas, de andar de mãos dadas, de passar horas na locadora de vídeo.
Gosto de andar a pé em calçadas largas e sem muros, de ver gente nas ruas, de cidade.

Gosto de escola e sala de aula, de professor, aluno, prova e recreio, de acordar de madrugada com mensagem no celular, de café com pão, de bolo na casa da avó, de almoço demorado em dia de semana, de idealismos e sonhadores, de dar presentes sem motivo, de amigos.

Gosto de escrever, de caligrafias bonitas, de canetas, cadernos e lápis de cor, do meu trabalho.
Gosto de crianças, de dar colo e de levar pra passear segurando nas mãozinhas pequenas.

Gosto de telefone, de festa à fantasia, de cozinhar pros amigos, de vinho bom e visita em casa, mesmo que de surpresa.
Gosto de bom humor, de dar risadas altas e descontraídas, de inteligência sem arrogância, de andar descalça, de pintar as unhas.
Gosto de personalidades fortes, de gente distinta e dona de si e de me acompanhar delas e ter vontade de não largar mais.

Gosto de tatuagem, de música, de cinema, de museu e de histórias compridas que envolvam qualquer um destes assuntos ou nenhum deles.
Gosto de livraria, de cafeteria, de padaria, de loja de departamento e de tudo que é mais do que deveria apenas ser.
Gosto de fotografar, de sentar no banco do parque e pensar na vida enquanto as crianças brincam como se não o dia não tivesse fim.

Gosto de óculos, tênis all star, pulseira de couro, de pintar os olhos e do meu cabelo enrolado.
Gosto de viagem, de dirigir, de mala, aeroporto, estação de metrô, hotel, abraço, beijo no pescoço.

Gosto de mim na maior parte do tempo, e quando não gosto, me reinvento.
Gosto de ser feliz. Quase sempre e na medida do possível...



Como se o gostar pudesse me definir,
escrevo só coisas boas, para ler e sorrir por um instante,
numa brincadeira de faz-de-conta, onde meu mundo é só isso e tudo isso,
e nada mais é triste: meus amores todos ali, perto.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Noite passou e se esticou, encostou na madrugada.

Rápida e gostosa, daquelas onde não pesam as horas...
... onde já se tem tudo e nada se precisa: simples, sorriso, sincero.

Falas, frases, discursos inofensivos, opiniões desarmadas, riso frouxo.

É só. E é tudo.

De verdade, algo mais é necessário?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

small wishes

tem dias em que não se quer o mundo inteiro ou grandes conquistas...

tem dias em que tudo que se deseja é um telefonema e um convite.


...



"Daqui uma hora, conversa fora, mãos dadas e cabeça no ombro. O resto é detalhe..."

sábado, 5 de fevereiro de 2011

"Sempre achei que era preferível pensar com o cérebro a com certas partes situadas mais ao sul. Falando sério, será que as pessoas não se enxergam andando por aí atordoadas, sonhando acordadas, chorosas e indecisas, completamente idiotas por causa de algo que até os animais terminam com rapidez para poder cuidar de coisas mais importantes, como encontrar carne fresca?" (MORGAN, Dexter)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Bom dia!

Tem dias que você acorda de madrugada sem motivo. Sente uma vontade enorme de ouvir música. Não sabe ao certo que música é essa, mas procura em sua lista algo mais feliz.

Aquela pequena lista de sons harmônicos devagarinho muda seu humor. Mais disposta, seu horóscopo lhe enche de falsas esperanças e palavras amenas. Uma coisa ou outra é lida: uma frase em algum lugar, um refrão do que se está ouvindo, e tudo é estimulante... Em pouco tempo, se está cantarolando, balançando suavemente de um lado a outro o corpo, enquanto a cabeça tira o peso e o cinza de todos os pensamentos...

O dia amanhece, de fato. O dia, as idéias, a alegria e a leveza. Leveza de ser mais um dia. Mais uma chance. Mais um sorriso.

Leveza, leve, livre. Querendo só ser feliz, sem pensar.

Bom dia!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Cartas de amores (3)

(...)

Não, babe, eu não estou com raiva. Nem teria motivos para tal...

... Mas, quer saber? Eu estou cansada disso tudo...

(...)

Cansada de promessas vãs e da falta delas. De sentimentos rasos, de atenção compartilhada, de afeto conveniente e educado. De interesse momentâneo, de preencher buracos, de passatempos.

Cansada de metades, de limites, de muitas palavras e poucas ações. Farta de encontros egoístas e conversas vazias, de silêncios prolongados e assuntos forçados, de querer e não poder.

Cansada do simples, do conveniente, do tranqüilo, do seguro. Cheia das dúvidas alheias, das crises existenciais, dos compromissos superficiais, das vontades sufocadas que se têm de engolir.

Eu cansei de migalhas.

(...)

A verdade, babe, é que não há nada genuíno entre nós...

Eu estou cansada de jogos de amor.

Eu quero fluir...

...E deixar o amor entrar

Sem pedir licença.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Resoluções de fim de festa...

Um dia eu vou poder dizer tudo aquilo que sinto pras pessoas sem ter que medir perdas e ganhos.

Espontaneidade e verdade, queria estampar na cara e na voz, sem conceitos e preconceitos.

Sem medo, drama ou excesso de romantismo. Só pelo simples aliviar de peso nas costas. Pela verdade escancarada, pelo dito sempre no lugar do não-dito...

... pelo pagar pra ver, ver no que dá. Apostar na roleta, vermelho ou preto, sorte nos dados.

Só pra trocar a montanha russa do "se" pela calmaria do "eu tentei", "eu fiz", "eu disse".

Porque a gente não tem dimensão do que uma palavra é capaz. Muda um fato, muda um destino e muda um mundo.

Palavra influencia, aconselha, indica, decide, assegura. "Eu gosto de você". Dizer que ama quebra barreiras. Pro sim ou pro não, te derruba do muro.

E que outra forma de ter certeza senão dizendo-as? Ver para crer. Eu quero ver, minha gente.

Um dia, quem sabe, depois que a festa acabar,
Eu cante aos quatro ventos aquilo que me faz sorrir.
E o mundo todo vai saber as cores que tem meu coração...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Estou lendo Oscar Wilde. Estou lendo Oscar Wilde e pirando, mesmo ele sendo extremamente machista. Bem machista! Saca só as pérolas:

"(...) o único processo pelo qual uma mulher chega a reformar um homem é o da importunação a ponto de perder ele todo o interesse possível na existência."

"Oh! a fatal memória das mulheres! Que fenômeno assustador! Que perfeita estagnação intelectual revela!"

"O único encanto do passado está em ser passsado, e as mulheres nunca sabem quando o pano caiu; invariavelmente, reclamam um sexto ato, propondo o prosseguimento do espetáculo quando o interesse todo já se foi."

Concordamos que esse cara é machista, certo? Pois é, o que me intriga é que em momento algum eu me senti ofendida, muito pelo contrário, quando li esses trechos eu dei risada. Não de deboche, ou por enxergar algo de cômico. Foi mais uma risada de simpatia, um tapinha nas costas, um silencioso balançar de cabeça, um eu-te-entendo-brother.

Ele descreve o tipo de mulher que eu racionalmente procuro evitar me tornar. E não estamos falando de mulheres do século XIX. Bom, ele literalmente está, mas a quantas mulheres do seu círculo social a carapuça serve?

Eu entendo, admito e confesso, solidão é indiscutível ruim, mas não saber apreciar a própria companhia é pior ainda. Prefiro o exercício diário da independência afetiva, cheio de novas oportunidades, ao comodismo do mesmo cobertor de orelha. Mas eu respeito, ou ao menos tento, as que preferem o caminho "seguro". Eu só acho que as mulheres realmente precisam aprender a gostar mais de si mesmas e enxergar a companhia masculina como um anexo (sem trocadilhos) e não como objetivo central.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz década nova!

Mais um reveillon. E dessa vez, não é apenas um ano que acaba, é mais uma década. A primeira de um século que nasceu agora, criança ainda.

A sensação que tenho nesse fim de ano é que a noite de hoje vai marcar um período de transição de ciclos. Os últimos três anos foram de intensa transformação para mim. Em todos os aspectos. É incrível pensar em todas as mudanças pelas quais passei, e como em tão pouco tempo minha vida conseguiu mudar tanto. Como eu consegui mudar tanto.

Termino 2010 com a convicção de que tudo, todos os grandes e pequenos momentos, todos os gestos duros e de carinho, todas as decisões simples ou não, valeram a pena. Mudei sim, mas estou plenamente feliz com tudo de novo que aconteceu. Plenamente feliz e grata.

O que venho falando para os mais chegados é que sinto uma energia renovadora pairando no ar nessas últimas semanas de dezembro. Uma sensação boa, de mudança, de definição, de reviravolta, de ações e reações em cadeia. 2011 chega com cheiro de ousadia, de coragem, de atitude, com gosto de sucesso e cor de bem-estar. O ano das grandes realizações e da materialização de grandes planos. Tempo do concreto, do papel firmado, da mudança sólida e produtiva. Tempo da conquista.

Em 2011 eu quero ver todos que me cercam comemorando vitórias e materializando sonhos importantes. Quero dar muitos abraços e distribuir todos os sorrisos que me couberem na boca. Quero meus amigos por perto. Quero todo mundo realizado e cheio de amor. Quero emanar muita energia positiva e inspirar bons sentimentos. Quero todos em paz e com saúde. Quero amor em larga escala, grandes quantidades.

Resoluções e planos para o ano que entra, não as fiz, não estão tão claras. Mas não são necessárias. Me basta o desejo profundo de ser feliz... e a certeza do esforço para sê-lo.

Luz, fé, força, serenidade e sabedoria. Neste e em todos os anos futuros. Para todos os amados, próximos e desconhecidos.

Dizem que o amor
Atra
i...

Feliz Ano Novo!!!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Tava cheia de agonia estranha e descabida, meio zonza com as voltas que a vida dá.

Na beira-mar, vi o dia devagarinho trocar de lugar com a noite de lua cheia.

Juliana, o que são tuas aflições diante de tanta beleza?

Grão de areia...


Se recolhe na tua pequenez diante da imensidão do mar,
e vê como tudo que dói fica pequeninho... até que passa.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Clareou

Este texto não fala sobre mulheres solteiras. Nem bem fala sobre mulheres. Mas certamente diz um pouco de bem-sucedidos momentos.

Hoje eu tive no colo um coração miudinho batendo: um pedacinho pequeno de gente com respiração ligeira, mas serena. Preguiçosa, manhosa, frágil feito bibelô. Os olhos com pretensões de serem azuis não se importavam muito com quem os fitava, contanto que dali viesse acalento satisfatório.

No meio do furacão da vida, naqueles 20 minutos o mundo girou bem devagarinho para não assustar a pequena Maria Clara. Acho até que não só durante aquele tempinho, mas que tudo que dela se aproxima entra no seu ritmo. Seu tempo, seu tom de voz, suas ações comedidas. Ela impera soberana e dita as regras, sem fazer nem idéia do poder que tem.

Hoje eu vi transformação. Vi renovação de valores, de posturas, de prioridades. E nada foi pedido, solicitado, dito ou acordado. Maria Clara simplesmente chegou e nada mais precisa ser explicado. O mundo que se acomoda.

Ensaiei mil desculpas pela demora na visita à nova família. Não disse nada. Porque a pequenina me roubou todas as palavras. Mas o brilho no meu olho... era pura felicidade, puro orgulho.

Saí e não disse parabéns à mamãe-amiga, porque o que tinha mesmo que ser dito era obrigada. Obrigada pela oportunidade de presenciar um ciclo se completando, de ver mudança... e de entender que qualquer coisa que me aflija ou que me deixe feliz, nunca vai ser nada comparado à grandiosidade daqueles 20 minutos com uma nova vida nas mãos.

Obrigada, amiga, por ter coloc
ado uma princesa no nosso mundo.



Maria Clara já tem um mês, e a tia desnaturada só agora foi visitar.
Aline, a mamãe coruja, só tem olhos pra pequena.
E o mundo certamente ficou mais cor-de-rosa.




quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Não é preciso tirar os pés do chão para alcançar o céu.

Basta estender as mãos e ele está lá.

Abraça a pessoa amada, e o céu cabe naquele momento.

Enxuga uma lágrima, e mergulha na imensidão azul.

O céu cabe no sorriso do filho, no pensamento de gratidão, na flor, no cheiro de chuva, no livro novo. Cabe na festa de aniversário, no café com pão quentinho, na casa da avó.

Céu é coração, é paz, é estado de espírito. E é aqui pertinho. Aqui dentro.

Não é preciso tirar os pés do chão para alcançar o céu. Deseja, somente, e lá está.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ainda

Longe de casa há um tempo. Hoje saí só. Senti vontade de voltar.


Deu saudade, mas senti falta de quê? Lembrei do que tenho, do que deixei e do que falta encontrar... Voltar pra onde? Onde é o meu lugar?

Senti saudade da casa que ainda não é minha e do lar que ainda não construí. Saudade do amor que ainda não encontrei e dos filhos que ainda não tive.

Senti falta da família que ainda não constituí e da mão que ainda não segurei. Falta das raízes que ainda não finquei e do beijo que ainda não roubei.

Senti falta de ter pra quem voltar, dos braços abertos ansiosos pelo retorno, da paisagem familiar que acalenta o espírito.

Senti saudade de ter saudade.

Saudade de pouso e de ninho. Que ninho? Não tenho lar, não pertenço a nenhum lugar. Ainda.

domingo, 22 de agosto de 2010

Meu mundo, só meu.

E quando você finalmente encontra aquilo que há tempos buscava?
E quando você finalmente alcança o topo da montanha?

E quando você descobre que nem tudo está perdido?
E quando você percebe que há mais como você ao seu redor?

E quando você se dá conta de que não é o único?
E quando você se vê rindo novamente?

E quando as conversas ficam de novo interessantes?
E quando as afinidades fincam raízes no seu dia-a-dia?

E quando não se quer mais ir a outros lugares que não os de sempre?
E quando não se quer mais fazer outras coisas que não aquelas?
E quando não se quer mais ver outras pessoas que não as especiais?

Queria um mundo particular: minhas pessoas, minhas conversas, minhas coisas, meus lugares.
Trancar todos os amores e paixões numa bolha.
Queria egoísta, sem compartilhar, tudo meu.

Quem quer fazer parte do meu mundo?
Levantei minhas mãos. Mas talvez tenha sido a única...

Acordei. Era tudo um sonho...


Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Brincar com fogo, porque eu quero é me queimar.

Queria ter mais inteligência emocional... será que faço alguma coisa, será que não?! Que jogo difícil é paquerar! As pessoas deviam ter o hábito de dizer logo o que pensam com mais frequência, aí tudo facilitava...

Engraçado que quando era mais nova, eu tinha muito mais "brios". Queria ligar, eu ligava mesmo, queria ir atrás, eu ia mesmo. Fazia o que dava na telha. E era bom! A idade traz junto um certo pudor, um pensar demais, um raciocínio estranho, um medo...

Totalmente o inverso, ficamos mais "experientes e maduros" e ao contrário do esperado, nos vemos mais inseguros e com pé-atrás... Eu quero minha espontaneidade de volta! Minha audácia, minha falta de vergonha e de juízo, meu impulso... Eu quero poder dizer na lata "eu gosto de você", sem precisar pensar no dia seguinte ou medir perdas e ganhos. Eu quero me apaixonar fácil e sem garantias. Sem cobranças, sem estigmas, sem dogmas, sem pudor.

Dizem que a vida ensina, mas na verdade a vida caleja. O que a gente aprende é a se proteger, mas quem disse que eu não quero me queimar?

Eu quero fogo sim! Quero o risco, quero a cara quebrada, quero o não dar certo e o tentar de novo. Quero cair, bater, chorar, amar e rir de tudo.

Riscos: de amar e ser amado (ou não), de rir ou derramar rios de lágrimas, de ganhar ou perder. Cada um tem uma nuance de cor. E no meu quadro, quero toda a aquarela.


"Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá..."

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sobre mãos, anéis e coincidências.

Se um dia eu publicasse uma biografia, sem medo de errar o título seria "crônicas de (não) coincidências".

Dia desses alguém olhou minha mão direita e disse que eu usava o anel de formatura na mão errada. Para sanar meu olhar de incompreensão, me explicou na sequência que o correto seria usá-lo na mão esquerda, pois o adorno significa um "casamento" com a profissão. Fiquei pensando depois que, segundo as convenções sociais estabelecidas para anéis, mãos e relacionamentos, usar o símbolo da profissão na mão direita seria um compromisso com ela e não um casamento definitivo e convencional.

Aí lembrei do rumo que minha vida tomou nos últimos anos. E de todas as (não) coincidências que sempre me acompanham, involuntariamente. O anel de formatura não foi parar na mão direita por algum motivo pensado. A razão é que meu anelar esquerdo já está ocupado com outra jóia simbólica, que também foi adotada sem grandes pretensões, mas que me acompanha há mais de 10 anos.

Explico. Há uns 12 anos, encontrei um anel de mamãe meio abandonado e o pus no dedo sem muitos critérios (no anelar, o único em que o adorno cabia). E aí ele foi ficando, achava bacana ter algo que representasse minha mãe sempre comigo. Um ano depois perdi meu pai. E eu virei o ponto de equilíbrio da família, mais por força das circunstâncias que por escolha própria.

Cuidando da estabilidade emocional de mamãe, meu compromisso com ela virou uma espécie de "casamento". Na falta de papai para cuidá-la, toda a companhia do "na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza" ficou de herança para mim. Não reclamo, não acho ruim nem lamento. Fato é que o anel no dedo esquerdo acabou inconscientemente virando um símbolo de relacionamento.

Na falta do esquerdo, a jóia da formatura foi parar no direito. Não fazia idéia do real significado do presente que minha mãe tanto fez questão de dar. Mas aceitei, e uso-o sempre. Uns tempos depois me falam da convenção destes símbolos. Na mão direita seria apenas um compromisso. E quando descubro isso, coincidentemente (ou não) minha área de atuação já está direcionada por um caminho alternativo, um compromisso saudável e sério com a arquitetura, mas sem as amarras e convenções que um casamento traz. De repente, o uso casual de um anel ganhou uma forte significância...

Acho engraçadas essas convenções. Fato é que casamos e nos comprometemos com muitas coisas na vida. Trabalho, família, amores, ideais. Para algumas juramos fidelidade eterna, para outras prometemos seriedade e respeito. Para algumas, só damos satisfação...

Faltariam dedos para tantos compromissos feitos na vida. O lugar deles é no coração. Ali, cabem todos os anéis do mundo.

sábado, 3 de julho de 2010

Cidade-lugar, alma sem cidade.

Fortaleza às vezes deixa de ser... Esquece de ser cidade.

De ser rua, calçada, gente, dia e noite. Talvez seja o calor. Fato é que os espaços trancam-se em vidros, lâmpadas e condicionadores de ar. Cidade do sol de luzes artificiais, só deixa o codinome mais irônico.

É, talvez seja mesmo o calor. Mas já são quatro da tarde e hoje não está tão quente. Muito tarde: Fortaleza já perdeu o costume de contemplar a si mesma. E se não for areia e mar, não há vidros, não há paisagem, não há nada lá fora. Horas em vão em busca de um café com varanda, um lugar aberto que fosse, que me deixasse ver os carros passando. Em terras onde varanda é rainha da arquitetura, não achei nenhuma. Eu queria ver a cidade viver, mas não encontrei uma janela aberta.

Tudo olha para dentro: pátios, corredores, balcões, umbigos. Tudo é sombrio e meia-luz na terra do sol brilhante. Disfarçados de charmosos, sofisticados e elegantes, os lugares se isolam. O chique é aqui dentro, o que há lá fora, não importa. Fortaleza virou colcha de retalhos. Um conjunto insólito de caixas de vidro que não mostram nada, reflexos de interiores unidos por ruas desertas é que chamamos de CIDADE.

Cidade, amigos, não é só lugar. É alma.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Cartas de amores (2)

(...) Aquele dia depois que te deixei em casa, fiquei pensando...

... na verdade, não estava pensando muito, estava sorrindo sozinha... lembrando do seu rosto e sorrindo para o tempo...

...lembrando como é bom estar com você. E como nem precisamos ter assunto ou grandes programas pra isso...

(...)

...sorri porque lembrei que te amo... como se isso fosse possível de se esquecer.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

TempoxEspaço

Às vezes me sinto muito grande dentro do meu quarto. Vou para a sala, ainda não me cabe.

Rua, avenida, cidade, tudo sufoca. Falta ar.

Ansiedade de ver o mundo lá fora.

Queria viver de viajar... meus pés não foram feitos pra se fincar ao chão.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Negação

Porque tem coisas que a gente finge que esquece...

Tem pessoas que a gente finge que não conhece, dores que a gente finge que não sente, lembranças que a gente finge que apaga.

Tem amor que a gente finge que não existe, perdas que a gente finge que esquece, solidão que a gente finge que não dói.

Tem sentimentos que a gente finge que acabou, perdão que a gente finge que dá, carinho que a gente finge que recebe.

Coisas que fingimos pra poder suportar, coisas que fingimos pra poder fugir, coisas que fingimos pra poder...

Fingir, mentir. Nunca faltarão justificativas pras fraquezas. Pras auto-mentiras. Pras fugas. Minhas fugas.

Fugir da dor? Melhor sofrer tudo. Até começar a fingir que acabou, pra não se afogar. Porque acabar de verdade... Será?


Fingir pra não sentir. Sentir que finge. E foge.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Amor sem vaidade

As vezes penso que é muito tênue a linha que separa a vaidade da demonstração de carinho. Até que ponto demonstramos sentimentos para provar as outras pessoas que gostamos e nos importamos com alguém? Até que ponto cuidamos do outro para mostrar ao mundo que somos cuidadosos e bons amigos e companheiros?

Nem sempre sei quando o cuidado excessivo é realmente zelo ou competição. EU sou a pessoa que mais se importa com você. EU sou quem está sempre ao seu lado. EU sou quem te dá força e suporte quando você precisa. Eu, eu, eu. Vaidade. Travestida de boas intenções, de caridade e de amor ao próximo, mas ainda assim a mais pura e clássica vaidade.

Demonstração de carinho. Carinho se origina de amor. De amor ao próximo. O de verdade, não é vaidoso, ao contrário. Amor e vaidade são água e óleo, imiscíveis. Amor não compete, não precisa. Não quer lugar no pódio nem medalha de honra ao mérito. Não necessita de reconhecimento e não aceita agradecimentos.

Demonstração de carinho é gratuita, é repentina e inesperada. É sentida, não vista. É troca pessoal, não pública. É privada, particular, discreta, silenciosa. Tal nobre dama, é contida, de meias palavras e gestos delicados. Amor de verdade é senhor de si. Forte e indiscutível. Irrevogável. Indubitável.

Desmonstração de carinho sem vaidade é assim, aquela energia que a gente sente, que não se proclama, não se grita nem se mostra. Aquele colo que sabemos que está lá para nós. Aquele amor que nunca está à frente, mas sempre às costas, a postos para nos segurar em qualquer fraqueza.

(...)

Observo tua dor e te deixo sentir tudo.
Males necessários.
Amor suficiente para não arrancar a dor de ti.
Sofro junto, não divido. Não seria justo te poupar da vida.
Tudo faz parte: dor, amor, cor, sabor.

Chora, e não te pouparei as lágrimas.
Adicionarei as minhas às tuas. Rios e rios.
Sem grandes abraços ou aconchegos, mão no ombro basta.
Energia reconfortante da mão pousada e prece em silêncio.

Não ficarei à tua frente e enfrentarei teus dragões.
São tuas batalhas.
E enquanto eu souber que és forte o suficiente, seguirás sozinho na linha de frente.
Caminho na tua sombra, sigo teus passos, te observo.
Braços a postos para amparar tuas fraquezas.

Se não fores forte o bastante, dividimos a batalha. Aumentamos o exército.
A única certeza é a ausência da solidão.

Caminho na tua sombra para não pedir troféus.
Tua vida, teu mérito, tua estrela.
Meu amor é sem vaidade.
Não agradeças, não reconheças.
Ele está lá.
Sente apenas.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Cartas de amores...

(...)

Espero que seu dia tenha sido bom. Espero que sua vida esteja sendo iluminada, que suas expectativas e anseios estejam sendo atendidos, que sua saúde esteja em dia e que seu coração esteja feliz e tranquilo, com a certeza de um caminho brilhante e pleno pela frente.

A gente alimenta a ilusão de que uma vida corrida e intensa preenche todos os espaços e não nos deixa sentir faltas e saudades. Não é verdade. Sempre vão haver pelo menos 5 minutos diários de lembrança e saudosismo. E eles doem do mesmo jeito.

Saudade tá grande. Egoísticamente gostaria que vc estivesse aqui. Mas a vontade passa quando rezo para que você esteja feliz com sua nova jornada. Então peço para que seu destino se descortine diante dos seus olhos, da forma mais esplendorosa, mais radiante. E pra que nossos caminhos se cruzem de novo, adiante, além. Outros tempos e verões. O mesmo amor.

Parabéns, por ser você da forma que é, por mais um ano.

Te amo muito, com ou sem aniversário, em todos os dias do ano.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sorriso

A gente sabe mas finge que não. O poder do sorriso no rosto é conhecimento popular.

Sorriso brilha. E brilha junto o olho, a áurea e o ser. Brilha tudo. E reflete no outro, bate-e-volta de energia luminosa.

Sorri, e de repente você existe. E atrai outros sorrisos, e aparecem outros dentes, e ouvem-se outros tilintares. Brilham mais olhos, criam-se conexões. Ligações intensas ou nem tanto. Momentâneas ou não. Mas prazerosas. Revigorantes sempre.

Hoje sorri mais. Mais verdadeiro. Hoje ganhei sorrisos, ganhei carinhos, ganhei afeto. Ganhei conhecimento e reconhecimento. Interações, ações e reações. Tudo em cadeia.

Sorria e move mundos, ou quem acredita neles....

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Volta relâmpago...

Não sei se este blog ainda é lido, frequentado, ou coisa que o valha, mas li o texto abaixo em um blog e me deu uma vontade louca de vir aqui de novo, de dar um "control c/control v" e de compartilhar. É isso...

"Fim de ano sem amar é deprê, hein? Tô megera o suficiente pra ver uma família feliz no shopping e pensar que aquela instituição "image bank" não passa de uma união solitária de aparências. Tô megera o suficiente pra furar a fila do Papai Noel e pedir um pirulito, bem grande, bem grosso, bem exclusivamente apaixonado por mim. Tô megera o suficiente pra abraçar os veadinhos do trenó em homenagem aos meus ex-casos. Tô megamegera o suficiente pra não admitir minha carência e dar uma risada debochada de todas as luzes, canções e emoções de boas-festas. Tá, mas no especial do Roberto Carlos não vai dar pra ser megera. O filho da mãe sempre me faz chorar. É impressionante como a gente se sente sozinha na porra do especial do Roberto Carlos.


É claro que eu desejo o meu sucesso profissional, dinheiro, saúde, ..., mas nada de atacar para todos os lados nas simpatias deste réveillon. Não dá certo. Este ano vou focar no amor: calcinha vermelha, fitinhas vermelhas e as sete ondas vão ser puladas com a mão no coração (se eu usar a frente-única branca que comprei, é bom que a mão no coração já segura um peito) e uma só intenção: encontrar o danado. Ah, sejamos sinceras mulheres modernas: no fundo, no fundo, a gente quer mesmo é alguém pra dormir protegida no peito (de preferência largo, forte e levemente cabeludo).
E nem é medo de ficar pra titia não, além de ter cara de mais nova e ser bem nova, eu sou filha única. É vontade de sentir aquela coisinha misteriosa de "é esse!". Como será sentir isso? Eu sempre sinto que "pode ser esse, ou talvez com algumas mudancinhas possa ser esse ou talvez se ele quisesse, poderia ser esse...". Não, isso tá errado. Quero sentir que "é esse".


Dizem que materializar os sonhos escrevendo ajuda, então lá vai: quero transar com beijo na boca profundo, olhos nos olhos, eu te amo e muita sacanagem, quero cineminha com encosto de ombro cheiroso, casar de branco, ser carregada no colo, filhos, casinha no campo com cerquinha branca, cachorro e caseiro bacana. Quero ouvir Chet Baker numa noite chuvosa e ter de um lado um livrinho na cabeceira da cama e do outro o homem que amo. Quero sambão com churrasco e as famílias reunidas. Quero ter certeza, ali no fundo da alma dele, de que ele me ama. Quero que ele saia correndo quando meu peito amargurado precisar de riso. Que ele esqueça, de vez em quando, seu lado egoísta, e lembre do meu. Que a gente brigue de ciúmes, porque ciúmes faz parte da paixão, e que faça as pazes rapidamente, porque paz faz parte do amor. Quero ser lembrada em horários malucos, todos os horários, pra sempre. Quero ser criança, mulher, homem, et, megera, maluca e, ainda assim, olhada com total reconhecimento de território. Quero sexo na escada e alguns hematomas e depois descanso numa cama nossa e pura. Quero foto brega na sala, com duas crianças enfeitando nossa moldura. Quero o sobrenome dele, o suor dele, a alma dele, o dinheiro dele (brincadeira...). Que ele me ame como a minha mãe, que seja mais forte que o meu pai, que seja a família que escolhi pra sempre. Quero que ele passe a mão na minha cabeça quando eu for sincera em minhas desculpas e que ele me ignore quando eu tentar enrolá-lo em minhas maldades. Quero que ele me torne uma pessoa melhor, que faça sexo como ninguém, que invente novas posições, que me faça comer peixe apimentado sem medo, respeite meus enjôos de sensibilidade, minhas esquisitices depressivas e morra de rir com meu senso de humor arrogante. Que seja lindo de uma beleza que me encha de tesão e que tenha um beijo que não desgaste com a rotina. Que a sua remela seja sequinha e não gosmenta e que o tempo leve um pouco de seu cabelo (adoro carecas...). Que suas escatologias não passem de piada e se materializem bem longe de mim. Tem que gostar de crianças, de cachorrinhos, da minha mãe, e tem que odiar ver pessoas procurando comida no lixo. Tem que dançar charmoso, ser irônico, ser calmo porém macho (ou seja, não explodir por nada mas também não calar por tudo). Tem que ser meio artista, mas também ter que saber cuidar dos meus problemas burocráticos. Tem que amar tudo o que eu escrevo e me olhar com aquela cara de "essa mulher é única".


É mais ou menos isso. Achou muito? Claro que não precisa ser exatamente assim, tintim por tintim. Exigir demais pode fazer eu acabar sozinha em mais shows do Roberto Carlos. Deus me livre! Bom, analisando aqui, dá pra tirar umas coisinhas. Deixa eu ver... Resumindo então: tem que dizer que me ama e me amar mesmo, tem que rolar umas sacanagens e não pode ter remela gosmenta. Pronto!


E quando eu tiver tudo isso e uma menina boba e invejosa me olhar e pensar que "aquela instituição feliz não passa de uma união solitária de aparências" vou ter pena desse coração solitário que ainda não encontrou o verdadeiro amor."



(Tati Bernardi)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Melancolia de cidade grande

Pessoa urbana. Definição primeira de mim. Porque tem noites que minha casa não me acalma, minha cama não me acolhe. Tem noites que a cabeça pede rua, o sangue pede asfalto.

Saio à caça dos meus fantasmas. Na cidade alucinógena, obsevo os outros para esquecer o eu. Alta velocidade, vidros baixos, a música alta invade a mente e ocupa todas as brechas. Não existe mais eu, não existe mais você.

Litorânea, velocímetro abranda. Brisa, cheiro de mar. Para alguns, o fim do dia com a endorfina do exercício. Para mim, o desabafo da escrita rápida e frenética.

Pessoa urbana. Meus fantasmas são covardes, não me enfrentam, não me encontram. Sozinha na companhia de multidões, rostos desconhecidos oferecendo o conforto da grande cidade.

Pessoa urbana. Carro, fumaça, barulho de gente. Descansa no asfalto, dorme nas palavras.

domingo, 21 de março de 2010

Quero.

Não, não é complexo de Peter Pan. É justamente o oposto.

Não quero que o tempo pare para poder prolongar a infância. Quero que o tempo se arraste para curtir mais o amadurecimento.

Quero conseguir fazer mais coisas das quais vou me orgulhar. Quero me ver crescendo. Quero corrigir meus erros e aplaudir meus próprios acertos. Quero alcançar todos e vários objetivos, quero atirar em várias direções e acertar todos os alvos. Quero ser multi.

Quero ser Eu e quero ser meu espelho. Estar dentro e fora de mim. Quero me ver inteira e completa. Quero ver os buracos, ver o que falta, preencher as lacunas. Quero me ver pequena para conseguir ser grande.

Ansiedade. E às vezes tenho tanta coisa no desenho pessoal do meu caminho que não consigo fazer a conta de Espaço/Tempo para calcular a Velocidade. Quero mais, quero veloz. Mil por hora.

Meus planos não cabem nos meus dias.

sábado, 20 de março de 2010

Como tá abandonado esse meu blog primogênito...

Mas amanhã tem post novo. Mas só amanhã, que hoje tô cansadinha... =)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Ah, como deve ser boa a vida das mulheres frágeis; elas sempre têm alguém que carregue os embrulhos, preencha o Imposto de Renda, troque o pneu do carro, e por aí vai. As fortes fazem tudo sozinhas, e são sempre chamadas nas horas do aperto: elas agüentam qualquer tranco, e são tão fortes que se metem até mesmo onde não são chamadas, para ajudar a resolver os problemas dos outros.

Elas acreditam no personagem, veja só. É dura a vida das fortes, que não são poupadas de nada. Se alguém está com uma doença grave, é a elas que vão contar; se a namorada do sobrinho ficou grávida, são as primeiras a saber, e quando alguém da família é preso com uma trouxinha de maconha, são imediatamente chamadas para as providências de praxe... fora os problemas financeiros, é claro.

Enquanto isso, os pais e mães desses jovens adoráveis estão tomando uma vodca na beira da piscina sem saber de nada... eles não agüentariam um choque desses e precisam ser poupados, porque são frágeis. Existe sempre alguém para cuidar dos frágeis, seja um parente, um amigo, até um vizinho, que bate na porta preocupado com o silêncio e para saber se ela está precisando de alguma coisa.

Uma mulher frágil é mais frágil que um recém-nascido, e como os homens adoram o papel de protetores para se sentirem fortes e poderosos, é a união perfeita da fome com a vontade de comer. Quando elas ficam doentes, um verdadeiro exército é mobilizado; um leva revistas, o outro um embrulhinho com pêras, maçãs e uvas, e se ela não tem empregada não falta quem vá para a cozinha fazer uma canjinha.

Preste atenção que vai perceber que essas mulheres frágeis são indestrutíveis. As fortes, na hora de uma crise de coluna, se arrastam até a geladeira para pegar um copo de água, e se alimentam o fim de semana inteiro com uma barra de chocolate, pois ninguém telefona para saber se precisam de alguma coisa.

E elas, verdade seja dita, preferem morrer de inanição a pedir socorro, para não cair o tipo. Há uma pesquisa a ser feita: uma mulher frágil nasce frágil ou escolhe essa profissão para se dar bem na vida? Por que elas se dão bem, e sempre encontram um homem talvez ainda mais frágil do que elas para cuidá-las, acarinhá-las e cuidar para que nada as atinja, nunca? Afinal ela é tão frágil, coitadinha. Enquanto isso as fortes se acabam de trabalhar, e são elas que saem dos supermercados com pacotes de compras sem que ninguém se proponha a dar uma ajuda, mesmo que modesta.

Somos todos estimulados a ser fortes, mas boa vida mesmo levam as frágeis, daí a dúvida: não seria melhor que as mães, os pais e os colégios ensinassem as crianças a ser frágeis, pois sempre haverá alguém para cuidar delas pela vida toda?

E aliás, qual a vantagem de ser forte, além de saber que um dia alguém se referiu a ela dizendo "aquela é uma mulher forte"? Um grande elogio, é verdade. Mas e daí? Toda mulher forte tem desejos secretos que não conta nem a seu travesseiro: que alguém, e não é preciso que seja um homem faça um gesto por ela, de vez em quando. Nada de muito importante; apenas um cuidado, do tipo dizer que a está achando pálida, perguntar se tem se alimentado direito, pegar pelo braço e levar para tomar uma vitamina bem forte.

Sabe qual é o sonho dourado de uma mulher forte? Ter uma gripe com 38º de febre e poder ficar na cama. Mas para ela até ter uma gripe é difícil, pois uma mulher forte não adoece; e se isso acontecer, o mais difícil vai ser receber ajuda, pois uma mulher forte não deixa que ninguém faça nada por ela, mesmo precisando desesperadamente, para não passar por frágil. E é capaz de preferir se deixar morrer de tristeza, solidão e sofrimento a pedir socorro seja a quem for. Como são frágeis, as fortes.

Teenage feelings

Tá, vamos começar a campanha "Quero um Johnny Depp pra mim". Rárará! Pode soltar o clássico "quem não quer" seguido pela velha "sonha Alice". Me justificarei com glórias (e algumas imagens mortíferas):

Agora, depois de babar em cima do teclado e pingar um vidro inteiro de colírio nos olhos, deixe-me dar a real condição da campanha: É óbvio que querer o Johnny "de vera" é o puro absurdo. Mas olhe as fotos de novo e você poderá traçar o perfil do homem ideal (ou pelo menos o meu perfil, hehe). Vamos lá:

1-Ele tem perfil de intelectual e cara de culto.
2-Ele é um excelente profissional, reconhecido e premiado em sua área.
3-Ele tem aquela cara de blazê que arraza corações.
4-Ele tem pinta de educado e cavalheiro.
5-Ele tem estilo e sabe usá-lo.
6-Ele tem a cara da auto-confiança, daqueles que conseguem o que querem (o que implica que deve ter aquela pegada forte).
7-Ele é sarado no ponto. Malha pouco o suficiente para cuidar do corpo e gasta a maior parte do seu tempo fazendo coisas mais interessantes.
8-Agora olha a foto do meio: além disso tudo ainda deve ser divertido, amoroso e simpático com os seus.
9-Nem precisa ser tão bonito, com todas essas características, ele já está mais que lindo!

Pode ser que ele não seja nada disso... se não for, deveria. Rárará!

Homens, inspirem-se! Estamos à procura de nossos Mr. Depp tupiniquins!

Ainda dizem que é difícil agradar as mulheres... é só seguir os bons exemplos! ;)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Ser, saber... de si.

O que realmente é ser sábio?

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Nada nos deixa mais fortes do que termos consciência de nossas próprias fraquezas.

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É a pedra fundamental do crescimento: auto-conhecimento.

Real sabedoria...

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

For 2010 I wish...

Último dia do ano... na TV, o último filme assistido em 2009 foi "A walk to remember"... impossível não fazer uma reflexão para o período que começa...

2009 foi um ano de mudanças para mim. Na verdade, os dois últimos anos foram de mudanças. 2008 as mudanças começaram no pensamento... neste ano que acaba, elas passaram para o plano das ações. Começo 2010 em caminho novo, que se descortina na minha frente.

2009 foi o ano da coragem. Foi o ano em que assumi e enfrentei meus fantasmas. Em que corri riscos. Em que consegui enxergar que o que você sente e pensa é que é o verdadeiro responsável pelo conceito de felicidade. Que o que realmente importa no final de tudo é o depois, é o crescimento, é o passo dado.

Compreendi mais a fundo que dor, perda, decepção, derrota, tudo isso é passageiro. Somente o crescimento que tudo isso proporciona é que fica para sempre. Enxerguei também que risadas, fortes emoções, coisas boas, e até mesmo a felicidade, também tudo isso é momentâneo. Somente a sensação de que tudo aquilo faz a vida valer a pena é que fica. E basta.

Força, fé, serenidade, sabedoria... é só disso que realmente precisamos. Dificuldades e sofrimentos virão, então não posso desejar para ninguém um ano totalmente feliz. Para isso, desejo força, para que possa enfrentar e atravessar dificuldades. A fé, torna concreta em nosso pensamento que o dia-após-o-outro sempre virá. A serenidade nos dá paciência para que o tempo passe, pois só o tempo tem o poder de nos mostrar o que realmente somos e as verdadeiras razões de tudo que nos cerca. A sabedoria, grande virtude, eu desejo aprender a cultivar... apenas ela nos dá a clareza para verdadeiramente compreender e assimilar o que as outros desejos apenas nos ajudam a passar.

Força, fé, serenidade, sabedoria... 2009 fez valer que essa é a busca que faz sentido. E se tudo correu bem, se entre momentos tristes e alegres, olho para trás e me orgulho de tudo, é porque pelo menos um pouco desses quatro valores eu consegui aprender ao longo do ano que termina.

Amor, há de vir em 2010. Por mim mesma, pelo amigos, pela vida... mais do que veio nesse ano. Paz, essa me acompanha, pela consciência tranquila de ter feito tudo que estava ao meu alcance para desenhar minha vida num traço que me faz crer que tudo sempre vale a pena.

2009 termina com sensação de dever cumprido. Não no sentido de fim, pelo contrário. 2009 foi começo.. um belo começo...

Luz e energia positiva na virada, amor nas palavras e abraços distribuídos, felicidade nos pensamentos enviados... é só disso que precisamos para um bom começo de ano! ;)





P.S: Obrigado à todos os amigos e pessoas queridas, presentes e ausentes, pela força, energia e confiança depositadas. Nada se conquista sozinho! Amo todos! Feliz Ano Novo!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Desabafos...

Alguns amigos têm me falado vez ou outra que eu sou uma pessoa um pouco fechada, que passo uma imagem muito séria e que só mostro o meu lado alegre, aberto e divertido quando me conhecem melhor. Nunca abri a boca para negar esse fato... eu sei que sou assim... sempre fui.

Sempre que converso sobre isso, assumo a característica e escuto de bom grado todos os conselhos que me dão para consertar isso, para dar mais abertura para novas pessoas. E tento assimilar tudo para pôr em prática... A questão é que vez por outra, quando me pego em meus momentos solitários de auto-análise, fico pensando que não é ruim ser assim. A última vez em que conversei sobre isso com uma amiga. a reclamação era de que não vinha conhecendo muitas pessoas ultimamente. Ela fez a mesma observação sobre vestir a armadura de pessoa séria... Hoje estava aqui pensando com meus botões sobre isso...

Sabe, na verdad eu creio que essa armadura funciona para mim como uma espécie de filtro... Não gosto de pessoas preguiçosas. Explico: se eu passo uma imagem de pessoa interessante, porém séria, como me falam, então esta seriedade seleciona aqueles que se aproximama de mim. Só aqueles seguros de si, interessados (e por consequencia, interessantes) vão se chegar. Tem que ter peito pra encarar desafios e dizer: "e aí que ela é séria? vou até lá".. os fracos não vão, porque não tem coragem pra enfrentar coisas difíceis.

Td bem, isso tudo pode ser uma grande ilusão pra aumentar minha auto-estima e justificar minhas falhas... mas que vida chata seria se não puséssemos um pouquinho de ilusão de vez em quando não é mesmo?!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A menina...

A menina dançava... e rodopiava, e cantava, e se ria inteira...
A menina caiu... ralou o joelho só... mas doeu... e chorou.

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Levantou-se e endireitou a saia rodada... passou uns dias sem dançar...

A menina ainda dança?

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Dança, sim senhora! Dança agora e sempre dançará!
Dança sob o sol ou debaixo de chuva...

Toda hora é hora pra criar coreografia. Alegria e tristeza deixa a dança mais bonita.

A vida é pra dançar, baby... só o ritmo que vai mudando... ;)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Abstinência sentimentalóide.

Vim aqui no blog escrever sobre melancolia e sentimentalismos e dou de cara com o post super-sensível de Livoca negando tudo que eu pudesse dizer. Hehehe! É por isso que eu dou vivas às diferenças de opiniões... não me intimidarei, escreverei assim mesmo.

O fato é que a melancolia está imperando esses dias. E melancolia me dá uma vontade louca de escrever. E eu fico sem saber se é monotonia, se é nostalgia... na verdade acho que é vontade de amor. Sempre fui romântica. Não aquela imagem antiquada da princesa esperando o par encantado. Mas a minha vida toda gostei de amar. E aí, quando bate a abstinência do amor-relação-homem-mulher, eu sinto todos os outros amores da minha vida de uma forma muito mais intensa. Aí eu amo infinitamente mais os meus amigos, os meus planos, os meus sonhos e todas as paixões paralelas que a gente alimenta na vida.

Aí as coisas se misturam, os amores se confundem e eu passo a não ter mais certeza de nada. Bate uma ansiedadezinha, porque eu fico sem saber qual amor alimentar primeiro, ou pra onde correr primeiro. Eu amo tudo mais e ao mesmo tempo: eu amo meu trabalho mais, eu amo meus sonhos mais, eu me apaixono por idéias, por possibilidades, por planos.. e é tudo intenso.

Coincidentemente, quando está tudo à flor da pele é justamente a época em que aparecem mais oportunidades e são necessárias mais opiniões e mais escolhas. E as decisões mais difíceis terão que ser tomadas em pleno turbilhão de paixões fervorosas pelas coisas que me cercam. E aí os grandes passos, como que de propósito, terão que ser dados quando a razão está mais escassa, quando o coração está dominando a cabeça...

Parece mesmo ser de propósito... como um teste pra forçar o equilíbrio... ou talvez, um aviso pra ouvir mais o coração.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Já pra saia da sua mãe e deixa meu colchão

Os casais e carentes de plantão, perdoem minha franqueza, mas admitam: dormir de conchinha é até bom, e para por aí! A gente até vê graça no começo, acha aconchegante, carinhoso, romântico e tudo mais. Mas tem dias, e estes são a maioria dos meus dias, em que eu quero cada centímetro quadrado da minha cama egoísticamente apenas para mim. Não quero acordar suada, não quero meu cabelo grudando na barba de ninguém, não quero meu lençol cheirando a feromônio masculino, não quero acordar as três da manhã com roncos, e não quero acordar constrangida porque tô babando no braço alheio. Prefiro ter a escolha de me deitar com minha lingerie menos sexy e mais confortável, assistir o dramalhão de Brothers & Sisters, e não me preocupar nem um pouco se não tem nada na geladeira pro café da manhã. Tá carente? Abraça um travesseiro aí, que gente dá trabalho demais!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Gente é bicho estranho. Tem as coisas todas caminhando muito bem, caminhos se desenhando bem claramente, mas paciência que é bom... Eu até tenho conciência de que é preciso ter calma pras coisas acontecerem, mas na prática é difícil não ficar ansiosa.

É muito ruim esperar na incerteza. Sempre ficamos na dependência de papéis assinados e martelos batidos pra podermos acreditar de verdade que tudo vai dar certo. Um amigo muito querido me disse esse mês: "não duvide das coisas que te dizem e te prometem, acredite em você que você acreditará nelas"...

Eu recebi muito apoio esse mês e vi meu trabalho ser reconhecido de uma forma muito promissora. Mas a luta interna pra ter a bendita paciência sempre me persegue... No fundo, eu sei que é tudo uma questão de auto-confiança. O tempo sempre recompensa o trabalho bem-feito e eu sei que a minha hora vai chegar. Mas o imediatismo humano... essa é herança difícil de deixar pra trás...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Adoro quando homens se gabam de serem muito importantes e poderosos...

... deixá-los acreditar que sempre conseguem tudo que querem com qualquer mulher me faz dar muitas risadas!


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Poder sempre é relativo! ;)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

É incrível como os homens às vezes acham que as mulheres são abestadas, no bom e velho cearês. Avisem aos queridos amigos que, nem eu que muitas vezes sou ingênua demais, deixo de perceber quando estamos sendo testadas na cara lisa.

Pessoas, aquela velha história de plante-verde-pra-colher-maduro é antiga demais pra colar. Pior ainda é tentar fazer galanteios, só pra ver se a gente cai e depois dar o fora de fininho e nos deixar com a cara no chão, pra poder sair por aí fazendo análises e críticas, sejam quais for. Queridos, isso não rola mais!

Só um desabafo para meus colegas de sexo oposto: o tempo das mulheres ingênuas tá acabando hein. Modernidade tá chegando e a gente tá ficando esperta. Portanto, usem logo essas armas antigas que vocês tem por aí, porque o prazo de validade delas tá vencendo já já.

Como diz minha amiga Bela Magnólia: Só dando o toque! ;)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Quem lê tem poder!

Recebi por email, não sei a origem. Mas dei risada! ;)

A mulher que lê

Um casal sai de férias para um hotel-fazenda. O homem gosta de pescar e a mulher gosta de ler. Uma manhã, o marido volta de horas pescando e resolve tirar uma soneca. Apesar de não conhecer bem o lago, a mulher decide pegar o barco do marido e ler no lago.

Ela navega um pouco, ancora, e continua lendo seu livro. Chega um guardião do parque em seu barco, para ao lado da mulher e fala:

- Bom dia, madame. O que está fazendo?
- Lendo um livro - responde, pensando: será que não é óbvio?
- A senhora está em uma área restrita em que a pesca é proibida.
- Sinto muito, tenente, mas não estou pescando, estou LENDO.
- Sim, mas com todo esse equipamento de pesca, pelo que sei, a senhora pode começar a qualquer momento. Se não sair daí imediatamente, terei de multá-la e processá-la.
- Se o senhor fizer isso, terei que acusá-lo de assédio sexual.
- Mas eu nem sequer a toquei! - diz o guardião.
- É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que sei, pode começar a qualquer momento.
- Tenha um bom dia, madame - diz ele, e vai embora.

MORAL DA HISTÓRIA:

NUNCA DISCUTA COM UMA MULHER QUE LÊ. CERTAMENTE ELA PENSA.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Homens reclamam, mas fique sem gastar esse dinheiro pra ver...

Eu sei que corro o risco de soar um pouco machista com esse texto, mas acho muito verdadeiro, ó! Porque quando os homens reclamam da gente, essa lógica é justamente a minha resposta. Recebi por email hoje:

Lógica feminina


Uma mulher estava passando de carro por uma rua e ao parar no sinal de trânsito foi abordada por uma moradora de rua, muito suja e de péssimas aparência, que pediu a ela dinheiro para comprar comida.

A mulher pegou a carteira da bolsa, tirou R$ 50 e perguntou: 'Se eu te der este dinheiro, você não vai sair com tuas amigas e gastar tudo?'

'Que é isso, dona, eu não tenho amigas. Moro na rua.'

'Você não vai sair aí pelas lojas gastando?'

'Não, eu não entro em loja porque não deixam e gasto meu dinheiro só com comida.'

'Você não vai usar para ir a um salão fazer cabelo e unhas?'

'A senhora tá malucas? Faz uns vinte anos que não sei o que é salão.'

'Bom, a mulher disse, 'Eu não vou te dar o dinheiro. Entre aqui no carro que eu vou te levar para jantar comigo e meu marido esta noite.'

A mendiga ficou pasma. 'Mas teu marido não vai ficar furioso com você? Eu não tomo banho faz muito tempo, estou suja e fedorenta.'

'Não faz mal. Entre aí. Quero que ele veja como fica uma mulher quando ela pára de sair com amigas, fazer compras e ir ao salão."

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ectoplasmas sentimentais.

É muito ruim quando a gente se depara com um fantasma do passado na nossa frente e é péssimo quando a gente percebe que aquela aparição, mesmo depois de tanto tempo, ainda te assombra e te gela a espinha.

É meio inevitável viver cercada por esses "ectoplamas sentimentais", essas emoções que a gente esconde lá no fundo e finge que não existem mais. Será que é sempre ilusório pensar que quando a gente cresce o medo do bicho-papão desaparece? O que será necessário fazer pra espinha não arrepiar de cima à baixo quando o fantasma se materializa no nosso caminho?

Será que existe mesmo uma "superação total" de todas as tristezas e maus-bocados que a gente passa na vida? Às vezes fico pensando se, no fundo, essa superação que buscamos não seria, na verdade, um esquecimento prolongado. Aquele nível de esquecimento onde o passado não tira mais seu sono, não enche mais seus olhos de lágrimas e permite lembranças sem dor. Mas que está lá. E que pode voltar de vez em quando...

Eu tenho meus fantasmas: algumas pessoas, alguns amores, algumas perdas, alguns desapontamentos... Nenhum deles foi até hoje mais forte que eu mesma, é bem verdade. Nenhum deles me impediu de seguir adiante e de continuar crescendo. Mas eles ainda aparecem vez por outra. E doem ... E nessas horas, dá uma vontade grande de fugir pra longe, com a ilusão de que eles não conseguirão nos alcançar...

Bom seria se os fantasmas não seguissem junto conosco...

Talvez tenha um lado positivo.. me lembra de que o que sou hoje também é fruto de tudo que chorei até então...